O vereador Mateus Batista (União Brasil), de Joinville (SC), provocou forte repercussão nacional ao defender um projeto de lei que pretende limitar a chegada de migrantes do Norte e do Nordeste à cidade. Ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), ele declarou nas redes sociais que, sem controle, “Santa Catarina vai virar um grande favelão”.
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A proposta estabelece que novos moradores terão de comprovar residência em até 14 dias após a mudança, sob pena de não poder permanecer legalmente em Joinville. Batista argumenta que Santa Catarina “paga a conta duas vezes”: contribui com a arrecadação federal e ainda precisaria arcar com os custos da migração de pessoas de estados “mal administrados”.
Em discurso na Câmara Municipal, no dia 25 de agosto, o vereador atacou diretamente o Pará, afirmando que o estado “é um lixo” e associando o fluxo migratório de nortistas e nordestinos ao aumento da desordem social e à sobrecarga nos serviços públicos.
As falas foram amplamente criticadas e classificadas como xenofóbicas. Nas redes sociais, internautas repudiaram a proposta e acusaram Batista de preconceito regional. Lideranças políticas também se manifestaram, destacando a importância de combater a discriminação contra a população do Norte e Nordeste, que tem forte presença no Rio Grande do Norte e em outros estados da região.
O parlamentar afirma que sua ideia se inspira em “modelos internacionais, como o da Alemanha”, e conta com o apoio do deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil-SP). Apesar disso, a proposta foi recebida com indignação em todo o país, especialmente no Nordeste.