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Operação Smoke Route

Vereador reeleito no RN é preso em operação da PF de combate ao contrabando de cigarros

Vereador de Serrinha dos Pintos, Macio Ferreira de Aquino (PSDB), o 'Pato Choco', já havia sido preso em maio de 2020
Redação
18/11/2020 | 14:31

A Polícia Federal, com apoio da Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública (SEOPI), deflagrou na manhã desta quarta-feira 18, em Mossoró, a segunda fase de Operação Smoke Route, denominada Entreposto, que investiga as atividades de organização criminosa voltada à prática de contrabando de cigarros.

Cerca de 25 policiais federais cumpriram 4 mandados de busca e apreensão e 4 mandados de prisão preventiva nas cidades de Mossoró e Serrinha dos Pintos, além de ter sido determinado o sequestro judicial de valores depositados em contas bancárias dos investigados. Dentre os detidos, está o vereador Macio Ferreira de Aquino (PSDB), o ‘Pato Choco’, que já havia sido preso em maio de 2020 pelo mesmo tipo de crime e foi reeleito no pleito eleitoral do domingo 15.

Vereador reeleito no RN é preso em operação da PF de combate ao contrabando de cigarros - Agora RN
Policiais federais cumpriram mandados de prisão e de busca e apreensão nas cidades de Mossoró e Serrinha dos Pintos - Foto: PF-RN

A investigação teve início em julho de 2020, a partir da prisão em flagrante de um cidadão paulista de 33 anos, que foi encontrado em um depósito da Orcrim na posse de uma carga avaliada em R$ 2,2 milhões de reais.

As diversas diligências realizadas no curso da investigação permitiram identificar a existência de uma organização criminosa bem estruturada, que agia no transporte naval de cigarros com origem no Suriname (marcas da China, Indonésia e Paraguai), os quais são internalizados de forma clandestina em pontos da costa potiguar e que tem na cidade de Mossoró um importante entreposto para o posterior transporte a diversos estados.

Os crimes imputados são os de contrabando qualificado (art. 334-A, §1º, IV CP) e organização criminosa (art. 2º da Lei 12.850/2013), cujas penas, somadas, podem ultrapassar a 13 anos de prisão.

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