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Caso José Carlos
Caso José Carlos: “Vamos passar a tratar a investigação como homicídio”, diz delegado
Delegado Cláudio Henrique Freitas, responsável pela investigação do desaparecimento do menino José Carlos, disse nesta quinta-feira 12 que o caso vai passar a ser apurado como homicídio
Redação
12/11/2020 | 17:53

O delegado Cláudio Henrique Freitas, responsável pela investigação do desaparecimento do menino José Carlos, disse nesta quinta-feira 12 que o caso vai passar a ser apurado como homicídio. O corpo de uma criança — em avançado estado de decomposição — foi encontrado no início da tarde em um terreno localizado no bairro de Pajuçara, na Zona Norte de Natal. A suspeita é de que se trate do menino de oito anos, que sumiu há 22 dias. 

Segundo o delegado, que atua no Núcleo de Investigações de Pessoas Desaparecidas da Divisão de Homicídio e Proteção à Pessoa da Polícia Civil, ainda não há informações sobre suspeitos, mas investigação já passou a ser de homicídio. “Vamos passar a tratar a investigação como homicídio. O inquérito do caso tomou um rumo diferente do de uma pessoa desaparecida”, disse ele.

Ainda segundo o delegado Cláudio Henrique Freitas, os cães farejadores utilizados nas buscas da criança tinham apontado o local em que o corpo foi encontrado nesta quinta-feira ainda na semana passada, mas, por alguma falha na operação, o ponto em que o cadáver estava localizado não foi vistoriado.

Desde o início das investigações, mais de 10 pessoas foram ouvidas sobre o caso. “Que a população siga nos abastecendo de informações pelo número 181. A população precisa nos dar tempo para investigar. Não vamos apontar suspeitos”, disse ele.

Entenda o caso

O desaparecimento do menino José Carlos, de 8 anos, completa 22 dias nesta quinta-feira, 12, sem respostas definitivas sobre o paradeiro do garoto. Ele sumiu no último dia 21, após sair de casa para deixar uma garrafa de suco para um irmão, que estava trabalhando em um semáforo na Zona Norte de Natal.

No dia 4 de novembro, policiais civis do Núcleo de Investigação sobre Pessoas Desaparecidas (NIPD), da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), e militares do Corpo de Bombeiros da Paraíba iniciaram a operação de buscas pelo menino com a ajuda de quatro cães farejadores.

O percurso realizado por José Carlos foi rastreado e imagens de câmeras de segurança foram coletadas, de acordo com a Polícia Civil. No entanto, as buscas foram suspensas porque a equipe agora está focando em outras linhas de investigação — atualmente sigilosas para não atrapalhar o andamento do inquérito.

Desaparecimento e protestos

Na última sexta-feira 6 aconteceu o terceiro protesto feito por familiares e vizinhos de José Carlos. A manifestação aconteceu na Zona Norte de Natal e a família do menino levou faixas com a frase “Enquanto não há notícias, há esperanças”.

José Carlos saiu de casa na manhã do dia 21 de outubro para levar um suco para o irmão que estava trabalhando no semáforo do cruzamento das avenidas João Medeiros Filho e Moema Tinoco, lugar movimentado da região. A família mora na comunidade Rio Doce, próximo ao cruzamento.

Investigações

As investigações estão sendo conduzidas pelo Núcleo de Investigação Sobre Pessoas Desaparecidas (NIPD), vinculado à Divisão de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Denúncias que ajudem a encontrar José Carlos podem ser feitas pelo número 181, de forma anônima.

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