Em 15 julho, o Brasil e diversos países adotaram o Dia do Homem. Nada, porém, que promova uma disputa de gêneros. O propósito é chamar a atenção dos homens para os cuidados que precisam ter com a própria saúde. O urologista Maryo Kempes aponta a necessidade, em especial, de maior atenção com as chamadas ISTs, infecções sexualmente transmissíveis.
Ele conta que, de maneira geral, os homens não adotam rotinas preventivas em relação à saúde e, ao contrário, utilizam-se de práticas não recomendáveis. Principalmente, diz ele, em relação à sexualidade e a formas de contrair doenças por meio do ato sexual.

“O Dia do Homem é uma data oportuna para reforçarmos a mensagem de que os homens precisam ser tão cuidadosos com medidas preventivas sobre sua saúde quanto as mulheres”, destaca o médico. Para ele, a cultura machista ainda muito presente na sociedade contribui para que grande parte da população masculina negligencie a atenção com seu corpo.
“Temos que combater esse tipo de pensamento e reforçar a consciência de que o homem não é indestrutível e imune aos efeitos de maus hábitos com a saúde”.
O urologista Maryo Kempes afirma ainda que as ações que favorecem a prevenção às ISTs são bem simples. “Não há motivo ou justificativa para que elas não sejam utilizadas”, afirma, ressaltando o uso de preservativos nas relações sexuais e lembrando que o recurso praticamente elimina a possibilidade de transmissões dessas doenças.
De todo modo, ele destaca que, a qualquer sinal de problema, é necessário procurar assistência médica. “Havendo qualquer sintoma ou mesmo desconfiança de contágio, é preciso fazer testagem, seja para HIV ou outras doenças, como sífilis e hepatites virais B e C. Além, evidentemente, do tratamento devido, quando preciso”, recomenda.