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Entrevista
Turismo sairá mais forte do pós-pandemia, diz Abdon Gosson
Proprietário da agência Arituba Turismo, uma das marcas mais reconhecidas do setor no setor, Abdon Gosson avalia que o mercado de viagens enfrenta o pior período da história
Redação
09/07/2020 | 22:42

Osetor do turismo vai sair mais forte da pandemia. A avaliação é do pelo empresário Abdon Gosson, proprietário da Arituba Turismo, uma das marcas mais reconhecidas marcas do segmento no Rio Grande do Norte. Para ele, as empresas estão prontas para iniciar a retomada das atividades. “As agências de turismo no pós-pandemia sairão muito mais fortes e valorizadas do que hoje”, ressalta. No entanto, hoje, a situção é bem difícil.

O setor enfrenta desde o mês de março a pior crise da história, segundo a Organização Mundial de Turismo (OMT). A entidade estima que até 1,1 bilhão de pessoas deixaram de viajar este ano. Com o fechamento de áreas turísticas, aeroportos e restrições às atividades que geram aglomerações, além do isolamento social. Um estudo feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) indica que o Produto Interno Bruto (PIB) do setor cairá para R$ 165,5 bilhões em 2020Os pesquisadores apostam que o turismo brasileiro só vai se recuperar apenas em 2022.

AGORA RN – O senhor já imaginou em seu pior pesadelo passar por uma pandemia com essa?

ABDON GOSSON – Meu pai tem 80 anos, e me disse que jamais esperava passar um tempo desse. Acho que essas palavras falam tudo por mim.

AGORA – Em sua opinião, o Brasil falha ou acerta do combate ao vírus?

AG – As pessoas são comprometidas e arriscam suas vidas para acertar, mas os políticos só pensam no poder e no dinheiro.

AGORA – Que consequências práticas as empresas de turismo da sua área estão sofrendo neste momento?

AG – A maior crise na história do turismo. Todas as empresas estão paradas e fechadas. Ninguém viaja e ninguém pode viajar para fora do país, ninguém tem como fazer turismo dentro do Brasil. Praias interditadas, bares e restaurantes fechados, museus e atrações turísticas fechadas. Não há turismo receptivo, turismo nacional e nem turismo internacional.

AGORA – Como o senhor imagina o setor das agências de viagem no pós-pandemia?

AG – Não existe um mal que não traga um bem. As agências de turismo no pós-pandemia, sairão muito mais fortes e valorizadas do que hoje. As pessoas que compraram suas viagens sem ser através de uma agência de turismo tiveram e ainda estão tendo problemas muito sérios, alguns deles, gerando prejuízos altíssimos pela ausência da assessoria de uma agência de turismo. O agente de viagem está para as horas boas e especialmente para resolver os mais complicados problemas, jamais imaginados pelo viajante.
Aqueles que compraram suas viagens através das agências de turismo, praticamente não tiveram nenhuma preocupação, suas viagens foram remarcadas e em alguns casos reembolsadas integralmente, sem nenhum prejuízo para o viajante. O agente de viagem sempre irá orientar e vender os serviços corretos, com os menores preços e as melhores condições de pagamento.

AGORA – O que o senhor diria aos empresários do segmento neste momento?

AG – Resiliência, paciência e planejamento estratégico para um futuro promissor nas vendas de viagens.

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