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[VÍDEO] Técnica de enfermagem é presa após tentar levar recém-nascida em bolsa de maternidade no Piauí

Tia da bebê desconfiou da funcionária, encontrou a criança dentro da bolsa e impediu que ela deixasse o hospital; caso ocorreu em Teresina
Redação
13/07/2026 | 08:36

Uma técnica de enfermagem foi presa após tentar sequestrar uma recém-nascida escondida dentro de uma bolsa em uma maternidade de Teresina, no Piauí. O caso, registrado por câmeras de segurança, foi impedido graças à ação da tia da bebê, que desconfiou da atitude da funcionária e conseguiu resgatar a criança antes que ela deixasse o hospital.

Segundo as investigações, a técnica de enfermagem Auricélia Rocha, que trabalhava na Maternidade Dona Evangelina Rosa havia pouco mais de dois anos, estava de folga no dia do crime. Mesmo assim, ela entrou na unidade e informou à mãe da recém-nascida, uma adolescente de 14 anos, que levaria a bebê para realizar exames de rotina, entre eles o teste do pezinho.

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A técnica de enfermagem foi presa após tentar retirar uma recém-nascida escondida dentro de uma bolsa na Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina Foto: Reprodução/TV Globo

A tia da criança, Daniela Beatriz, resolveu acompanhar a movimentação e percebeu algo estranho quando a funcionária saiu da sala carregando uma bolsa preta grande e entrou em um banheiro.

Poucos minutos depois, Auricélia deixou o banheiro usando outra roupa. Desconfiada, Daniela abordou a técnica, abriu a bolsa e encontrou a sobrinha escondida em seu interior.

“Quando eu puxo, a neném está lá. Eu perguntei: ‘Mulher, pelo amor de Deus, o que tu está fazendo com essa menina nessa bolsa?’. Tirei a bebê imediatamente e comecei a pedir socorro”, relatou.

As imagens do circuito interno de segurança registraram toda a movimentação.

Prisão e investigação

Inicialmente, a técnica não foi presa em flagrante porque a comunicação do crime ocorreu após ela deixar a maternidade. Com o avanço das investigações, a Justiça decretou a prisão preventiva.

Segundo a Polícia Civil, Auricélia foi internada em uma clínica psiquiátrica pela família após a repercussão do caso. Assim que recebeu alta, policiais cumpriram o mandado de prisão.

Durante as buscas na residência da investigada, os policiais encontraram um quarto preparado para receber um bebê, com berço, banheira, fraldas e roupas infantis. Familiares informaram que acreditavam que ela estivesse grávida, embora nunca tivesse apresentado exames que comprovassem a gestação.

Em depoimento, a técnica de enfermagem permaneceu em silêncio.

A defesa informou que Auricélia apresenta sintomas esquizofrênicos, faz uso de medicação psiquiátrica e teria comprometimento para compreender a gravidade dos fatos. No entanto, segundo a Polícia Civil, a investigação não considera, até o momento, que ela seja inimputável, e trabalha com a hipótese de que a suspeita agiu sozinha.

A mãe da recém-nascida afirmou que só conseguiu recuperar a filha graças à rapidez da irmã.

“Se não fosse por ela, hoje eu estaria sem minha filha. Só uma mãe sabe o que é colocar uma criança no mundo e ver o rostinho dela pela primeira vez”, declarou.