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Política

Suplente de André do Prado atacou Tarcísio durante eleição de 2022

Ex-prefeito de Holambra já chamou Tarcísio de “triste candidato” durante campanha eleitoral de 2022
Por O Correio de Hoje
06/05/2026 | 16:17

Anunciado pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro como segundo suplente de André do Prado na disputa ao Senado por São Paulo, o dentista e empresário Fernando Fiori de Godoy já fez críticas públicas ao governador Tarcísio de Freitas, aliado político do grupo ao qual agora se aproxima. Eduardo será o primeiro suplente da chapa.

Conhecido como Doutor Fernando, o ex-prefeito de Holambra (SP) apoiou a candidatura do então governador Rodrigo Garcia à reeleição em 2022 e utilizou as redes sociais para atacar Tarcísio durante a campanha estadual.

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Eduardo Bolsonaro, André do Prado, Flávio Bolsonaro e Fernando Fiori Godoy Foto: Instagram / Reprodução

Em uma das publicações, Fernando Fiori compartilhou um vídeo em que o atual governador era chamado de “171” e escreveu: “Triste candidato”. O vídeo mostrava Tarcísio sendo questionado sobre o nome da escola onde votaria e sem conseguir responder. Nascido no Rio de Janeiro, Tarcísio possui domicílio eleitoral em São José dos Campos, no interior paulista.

Tarcísio deve disputar a reeleição ao governo de São Paulo em 2026 na mesma chapa encabeçada por André do Prado ao Senado.

Durante a campanha de 2022, Doutor Fernando fez diversas manifestações de apoio a Rodrigo Garcia, que acabou derrotado ainda no primeiro turno da eleição.

As redes sociais do ex-prefeito também reúnem publicações ao lado de Geraldo Alckmin, atual vice-presidente da República e ex-governador de São Paulo por quatro mandatos.

Além da movimentação política, Fernando Fiori de Godoy responde a processo relacionado à Operação Prato Feito, investigação que apura supostas fraudes em licitações em cidades do interior paulista, incluindo Holambra, município administrado por ele em dois mandatos consecutivos, entre 2012 e 2020.

Segundo documento obtido pelo jornal O Globo, o ex-prefeito é investigado por supostos crimes de “fraude à licitação, corrupção passiva e organização criminosa, com indícios de desvio de recursos públicos federais de contratos para aquisição de uniforme escolar, mochila escolar, material de limpeza e aquisição de cestas básicas”. A investigação tramita na Justiça Federal desde 2018.