O senador Styvenson Valentim (Podemos) confirmou a própria irmã, Anne Kelly Valentim (Podemos), como primeira suplente na chapa pela reeleição ao Senado. A composição, que também terá Milena Galvão (PSDB) como segunda suplente, foi homologada durante a convenção estadual do Podemos, realizada em Mossoró. O parlamentar afirmou que a escolha foi baseada na confiança e na necessidade de manter a continuidade do trabalho desenvolvido em seu mandato.
O senador Styvenson Valentim (Podemos) confirmou a própria irmã, Anne Kelly Valentim (Podemos), como primeira suplente em sua chapa na disputa pela reeleição ao Senado. A composição, que terá ainda a vice-prefeita de Currais Novos, Milena Galvão (PSDB), na segunda suplência, foi homologada durante a convenção estadual do Podemos realizada no sábado 25, em Mossoró.

O parlamentar justificou a decisão pela confiança nas duas escolhidas e pela necessidade de assegurar a continuidade do trabalho desenvolvido por seu mandato em caso de afastamento temporário ou definitivo. O mandato de senador tem duração de oito anos.
Em entrevista ao jornalista Salatiel de Souza no domingo 26, durante a convenção do PL, Styvenson respondeu às críticas direcionadas à escolha da irmã. O senador argumentou que teve problemas com a composição definida em sua primeira candidatura, em 2018, e que a falta de confiança em seu atual suplente limitou até mesmo a possibilidade de afastar-se do mandato para realizar procedimentos médicos.
“Eu comi o pão que o Diabo amassou com esse suplente. O suplente que foi preso já duas vezes. Eu não tinha condições de adoecer, fazer cirurgia e passar 30 dias fora do Senado”, afirmou, em referência ao advogado Alisson Taveira, seu atual primeiro suplente.
Styvenson sustentou que a experiência anterior foi determinante para que, desta vez, assumisse pessoalmente a responsabilidade pela definição da chapa. “A escolha era minha, pessoal minha. Vocês deviam estar avaliando isso. Ninguém botou o dedo. Não foi partido, não foi peso político, não foi tempo de TV, não foi pressão. Ninguém me pressionou para isso, não. Eu tomei a decisão sozinho”, declarou.
Antes da convenção, Styvenson havia admitido que considerava outros nomes, incluindo empresários que se dispuseram a colaborar financeiramente com a campanha. O senador, contudo, decidiu priorizar a relação de confiança com as suplentes e rejeitou vincular a composição a interesses econômicos ou imposições partidárias. “Aí quer que eu bote quem? Um empresário que vai bancar minha campanha? Alguém do partido para me aprisionar? Para me deixar preso a ele? Não”, disse.
Ao defender Anne Kelly Valentim, Styvenson afirmou que a convivência familiar oferece a segurança necessária para que ela assuma o mandato sem alterar a linha política e administrativa construída por ele no Senado. “A minha irmã é confiável, eu confio nela. Para dar continuidade ao que eu iniciei”, ressaltou. Segundo o parlamentar, o parentesco não deve ser avaliado isoladamente, mas em conjunto com a capacidade da pessoa escolhida e com o compromisso de preservar o funcionamento do gabinete.
O senador também citou uma cirurgia pulmonar que precisará realizar como exemplo das circunstâncias nas quais poderia afastar-se temporariamente do cargo. Para Styvenson, a indicação de Anne Kelly permite que ele se ausente quando necessário sem receio de que o mandato passe a atender a outros interesses.
Ao abordar as críticas de que seria a primeira vez que um candidato ao Senado escolheria a própria irmã para a suplência, o parlamentar comparou a decisão com sua entrada na política em 2018. “Pois é, até a primeira vez que eu fui eleito em 2018, sem ser político, sem nada. E eu creio que eu não fiz vergonha ao Estado, não. Não fiz vergonha em Brasília, não faço vergonha aqui. Tem que ser avaliado isso”, afirmou.
Chapa une Natal e Seridó
A candidatura à reeleição foi homologada no Garbos Recepções, em Mossoró, durante convenção estadual do Podemos realizada no município. Além de Styvenson e das duas suplentes, os convencionais referendaram a aliança estadual formada por Podemos, PL, PSDB, Cidadania e Novo em torno da candidatura de Álvaro Dias (PL) ao Governo do Rio Grande do Norte. O grupo terá Babá Pereira (PL) como candidato a vice-governador e Coronel Hélio (PL) como segundo nome da coligação na disputa pelo Senado. A coligação foi batizada como “Endireita RN”.
No discurso durante a convenção, Styvenson relacionou diretamente a escolha das suplentes à segurança necessária para atuar na campanha de Álvaro e participar dos próximos movimentos políticos do grupo. “Eu me sinto seguro com Milena Galvão e minha irmã como suplentes. Isso me dá tranquilidade para ajudar você, Álvaro Dias”, afirmou. O senador também destacou a “competência e a retidão” de Milena para representar o Seridó na chapa.
Advogada e vice-prefeita de Currais Novos, Milena é irmã do presidente da Assembleia Legislativa e dirigente estadual do PSDB, deputado Ezequiel Ferreira.
Styvenson explicou que a escolha de Milena também está relacionada à necessidade de ampliar sua presença política em Currais Novos. Durante a entrevista de domingo, o senador disse que possui atuação em diferentes municípios do Seridó, mas enfrenta dificuldades para ampliar as ações na cidade. “Eu conheço Milena. Eu não tenho abertura em Currais Novos. É a única cidade do Seridó que eu não tenho abertura. Eu queria fazer mais por lá”, declarou.
O presidente do Podemos no Rio Grande do Norte e prefeito de Acari, Fernando Bezerra, afirmou que a composição contempla diferentes regiões e amplia a presença feminina na chapa. “Representam as mulheres. São pessoas de confiança, alinhadas ao trabalho do senador. Cada uma, com sua trajetória, contribuirá com o novo mandato. As escolhas contemplaram tanto Natal, com Anne, quanto o interior do Estado, com Milena”, declarou.
Bezerra também apresentou a candidatura como uma decisão respaldada pelo partido e pela avaliação positiva do mandato. “A candidatura de Styvenson Valentim manifesta o desejo não apenas do partido, mas da maioria da população potiguar, que reconhece o trabalho positivo e edificante que o senador vem realizando através do seu mandato parlamentar”, afirmou.
Aliança com Álvaro
A convenção reuniu prefeitos, vereadores e lideranças políticas de várias regiões do Estado, com presença concentrada de representantes do Oeste potiguar. Participaram do encontro o prefeito de Natal, Paulinho Freire; o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira; a ex-governadora Rosalba Ciarlini; Álvaro Dias; Babá Pereira; e Coronel Hélio.
A composição com Anne Kelly e Milena também está ligada aos planos políticos futuros de Styvenson. Antes da homologação da chapa, o senador havia admitido que poderá disputar o Governo do Estado em 2030. Segundo ele, a escolha de pessoas de confiança para a suplência permitiria deixar o Senado com segurança caso decida concorrer a outro cargo e seja eleito.
Em seu discurso, Styvenson pediu que os eleitores comparem sua atuação com a de outros parlamentares que também disputarão o Senado. “A missão de vocês, a partir de hoje, é simples: comparem quem já está no poder concorrendo ao mesmo cargo que eu. Comparem quem ajudou de verdade e quem apenas prometeu e não cumpriu”, declarou.