BUSCAR
BUSCAR
Coluna
Senador Styvenson: “Se o povo quiser serei governador”
Confira a coluna de Alex Viana desta quinta-feira 1º
Alex Viana
01/07/2021 | 09:20

A candidatura do senador Styvenson Valentin (Podemos) ao governo do Rio Grande do Norte deve ser considerada fato concreto, embora o futuro seja sempre imprevisível. Hoje, analisado em suas falas durante entrevista ao jornal Agora RN, o senador se mostra tendencioso nesse sentido. Tem estratégia pronta e discurso preparado. Ao modo dele, sempre na linha da antipolítica. “Se o povo quiser, serei candidato”, diz. “Mas terá de ser do meu modo, da forma pela qual fui eleito senador”. Ou seja, sem muita satisfação ao que ele classifica como “velha política”.

Styvenson foi eleito senador com mais de 700 mil votos em 2018 – um fenômeno eleitoral dos novos tempos. Desfez-se dos meios geralmente utilizados na política tradicional (tempo de televisão e fundo eleitoral). Centrou-se apenas nas redes sociais e na imagem gerada e propagada por meio deste canal. Ele afirma não decepcionar quem o elegeu, com práticas de economia e fiscalização de recursos públicos.

Na entrevista ao jornal Agora RN, publicada na edição de hoje, o senador rejeita alianças e coligações.

É o velho Styvenson de 2018. “Comigo é assim: ame ou odeie”. Ataca de Jair Bolsonaro a Fátima Bezerra. Acredita na polarização presidencial em 2022, mas defende uma terceira via. “Nós do Podemos ainda aguardamos a decisão do ex-juiz Sério Moro, que para nós é o que de mais sério temos a apresentar como alternativa ao que está posto”.

Sobre a CPI da Covid, detona, afirmando que foi totalmente deturpada, centrando-se em fazer oposição a Bolsonaro e esquecendo de investigar governadores e prefeitos que receberam dinheiro federal durante a pandemia. Quanto à CPI da Covid na Assembleia Legislativa, espera transparência e resultados sérios.

Indagado sobre o que fez pelo RN como senador, lista a destinação de verbas de emendas a todas as prefeituras do Estado e, como diferencial, a fiscalização espartana dos recursos. “Se fiz isso como senador, terei a mesma postura eventualmente como governado”, ressalta.

Ao ser instado a falar sobre ter um projeto para governar o Estado, não entra em detalhes, fala apenas conceitualmente. “Quantos governadores incompetentes já passaram pelo Rio Grande do Norte?”, compara, demonstrando desconhecer a estrutura do Estado, confundindo Potigás com CTGás.

Indagado se dialoga com a oposição a governadora Fátima Bezerra, pergunta, jocosamente e com algum traço de verdade, quem é oposição no Estado. “Uma hora o político está de um lado, noutra hora está de outro”.

O fato é que o capitão Styvenson é um grande azarão da política. Ganhou um mandato de oito anos no “céu” como é conhecido o Senado. Pode concorrer ao governo, e, se perder, mantém mandato ainda de quatro anos como senador. Ele declara que não tentará renovar o mandato, mas não descarta concorrer ao governo. O projeto, diz ele, não é dele. Mas do povo, “se o povo quiser”. Ou seja, se as pesquisas indicarem que ele tem chances de vencer, ele colocará seu nome na urna como opção.

Num mundo político conturbado como o atual, tudo é possível de acontecer. Inclusive a candidatura antipolítica de Styvenson, passo básico para a possibilidade de sua eleição para um governo de quatro anos como governador do Rio Grande do Norte.

Fátima em alta
Com Jair Bolsonaro com viés de baixa, e com a sombra da corrupção rondando seu governo, cresce cada vez mais as simpatias de políticos e partidos pelo governo da professora Fátima Bezerra (PT). Um exemplo é o MDB, partido que até então vinha fazendo oposição construtiva à gestão estadual, agora já discute internamente a possibilidade de aliança com o PT.

Fator Lula
Outro fator bastante agregador em torno de Fátima é a candidatura do ex-presidente Lula a presidente novamente no ano que vem. Sempre muito forte no Nordeste, de onde tem origem, Lula é considerado um alavancador da reeleição da petista no Rio Grande do Norte.

Direito ao trabalho
Os permissionários do transporte opcional de Natal poderão continuar exercendo suas atividades, independentemente da idade dos seus veículos, até que aconteça o processo de licitação do transporte público. Essa foi a resolução do Projeto de Lei substitutivo apresentado pela vereadora Nina (PDT) durante a sessão ordinária da Câmara. O texto original é do vereador Milklei Leite (PV), que também defende a categoria há anos.

Limite
Pela legislação vigente, os transportes alternativos que circulam na cidade devem ter até cinco anos de uso. Contudo, a maioria dos veículos que opera na capital potiguar passa desse patamar.

Inspeção
O texto também enfatiza a necessidade da inspeção técnica regular, com emissão do respectivo laudo técnico, que deve ser apresentado no ato da vistoria, em empresa reconhecida pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade (INMETRO) e homologada pelo Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN).

Aplicativo
O Governo do Rio Grande do Norte lançou por meio da Agência de Fomento (AGN-RN) o aplicativo RN+Crédito para smartphones. A ferramenta vai permitir que empreendedores deem início a financiamentos sem precisar sair de casa ou do próprio estabelecimento comercial.

Vagas
A Subsecretaria do Trabalho da Sethas-RN, através do SINE-RN, oferece 51 vagas de emprego para Natal, Região Metropolitana, Pau dos Ferros, Mossoró e regiões. Para concorrer às vagas, o(a) candidato(a) deve se cadastrar via Internet no Portal Emprega Brasil do Ministério do Trabalho e Emprego, através do endereço empregabrasil.mte.gov.br ou nos aplicativos Sine Fácil e Carteira de Trabalho Digital, disponíveis para Android e IOS.

Sede: Av. Hermes da Fonseca, 384 – Petropolis – Natal – RN – Cep. 59020-000
Telefone: (84) 3027-1690 / 3027-4415
Redação: (84) 98117-5384 - redacao@agorarn.com.br
Comercial: (84) 98117-1718 - publica@agorarn.com.br
Copyright Grupo Agora RN. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização prévia.