A indústria do Rio Grande do Norte voltou a registrar crescimento em parte dos setores pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no mês de março, com destaque para a fabricação de artigos do vestuário e acessórios, que avançou 101,2% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional (PIM-PF Regional), divulgada nesta terça-feira 12, pelo IBGE. Além do setor de vestuário, as indústrias extrativistas cresceram 12,6%, enquanto a fabricação de produtos alimentícios avançou 3%.

Segundo o analista da pesquisa, Bernardo Almeida, o desempenho positivo foi puxado por segmentos específicos da produção industrial potiguar.
“A produção de calças, bermudas, jardineiras, shorts e semelhantes de uso masculino e camisas e blusas de uso feminino puxou o crescimento no setor de vestuário, assim como a produção de gás natural liderou a expansão no setor extrativo local. Quanto ao setor de alimentos, a produção de balas e outros confeitos sem cacau e de sal refinado e iodado influenciaram o comportamento positivo do setor”, afirmou.
O único segmento que manteve retração em março foi o de fabricação de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, que registrou queda de 21,1% frente ao mesmo mês de 2025.
O desempenho negativo do setor impactou o resultado consolidado da indústria potiguar, que encerrou março com retração de 5,1% no índice geral.
Apesar da recuperação parcial observada no mês, o cenário acumulado no primeiro trimestre segue predominantemente negativo para a atividade industrial do Estado.
As indústrias extrativistas acumulam queda de 9,5% no ano, enquanto a fabricação de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis recuou 30,6% no período. Já a fabricação de produtos alimentícios também apresentou retração no acumulado do trimestre.
A exceção continua sendo o setor de confecção de artigos do vestuário e acessórios, que acumula crescimento de 36,9% em 2026.
Com o desempenho dos diferentes segmentos, a indústria geral do Rio Grande do Norte registra queda acumulada de 19,2% no ano, o pior resultado do País entre os 15 Estados pesquisados pelo IBGE.
Segundo o instituto, o principal fator de pressão continua sendo a retração na atividade de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, especialmente na produção de óleo diesel.
A Pesquisa Industrial Mensal acompanha mensalmente o comportamento da produção física da indústria brasileira e serve como indicador para análise da atividade econômica regional e nacional.