Um robô humanoide venceu uma meia-maratona realizada neste domingo 19, em Pequim, ao registrar um tempo inferior ao recorde mundial entre humanos na mesma distância. O feito é considerado um marco no avanço da tecnologia robótica no país.
Desenvolvido pela Honor, o robô percorreu os 21 quilômetros em 50 minutos e 26 segundos. O tempo superou a marca do atleta ugandense Jacob Kiplimo, que havia completado a distância em cerca de 57 minutos em uma prova realizada recentemente em Lisboa.
![[vídeo]robô humanoide vence meia-maratona em pequim e supera recorde mundial humano | notícias do rio grande do norte robo](https://agorarn.com.br/files/uploads/2026/04/robo-830x468.jpg)
O desempenho também representa uma evolução significativa em relação à primeira edição do evento, em 2025, quando o robô vencedor concluiu a corrida em mais de 2 horas e 40 minutos.
A competição ocorreu paralelamente a uma prova com corredores humanos e contou com momentos de instabilidade entre as máquinas. Alguns robôs apresentaram falhas, incluindo quedas logo após a largada e colisões com obstáculos ao longo do percurso.
Segundo integrantes da equipe responsável, o robô foi projetado com base na biomecânica de atletas de alto rendimento, com pernas longas e sistema avançado de refrigeração líquida — tecnologia que pode ter aplicações futuras em ambientes industriais.
Apesar do destaque do modelo autônomo vencedor, outro robô da mesma empresa, operado remotamente, chegou a cruzar a linha de chegada em menos tempo. No entanto, as regras da competição priorizavam desempenho com navegação autônoma, o que garantiu a vitória oficial ao modelo independente.
Os robôs que ficaram em segundo e terceiro lugares, também autônomos e da mesma fabricante, concluíram a prova em aproximadamente 51 e 53 minutos.
De acordo com os organizadores, cerca de 40% dos participantes completaram o trajeto de forma totalmente autônoma, enquanto os demais dependeram de controle remoto. Um dos robôs ainda atuou como auxiliar na organização da prova, orientando participantes com gestos e comandos de voz.
O evento reforça a corrida tecnológica entre a China e outras potências globais, especialmente no desenvolvimento de robôs humanoides e inteligência aplicada, área considerada estratégica para os próximos anos.