O deputado estadual Francisco do PT, líder do governo na Assembleia Legislativa, afirmou que o Rio Grande do Norte não vive a situação de crise apontada por adversários. Ele atribuiu essa percepção à polarização política. Em entrevista à rádio 96 FM, disse que a avaliação precisa ser feita “à luz de dados, de números” e citou avanços em infraestrutura, segurança e economia para sustentar a defesa da gestão da governadora Fátima Bezerra.
Francisco apontou que o Estado tem hoje mais de 2 mil quilômetros de rodovias recuperadas ou em recuperação, dentro de um programa que prevê superar essa marca até 2026, com investimentos superiores a R$ 600 milhões em diferentes trechos. Citou ainda obras estruturantes como a Barragem de Oiticica, com capacidade de 742 milhões de metros cúbicos, e o Ramal do Apodi, ligado à transposição do São Francisco, destacando que essas intervenções ampliam a segurança hídrica do estado.

Na segurança pública, o deputado afirmou que a realidade mudou em relação a 2018. Disse que o RN ocupa hoje posição entre os estados mais seguros e citou queda expressiva da violência, com redução de mais de 80% nas mortes violentas em Natal em abril de 2026. Relatou que, quando foi prefeito de Parelhas, viaturas dependiam de combustível e manutenção pagos pelas prefeituras, realidade que, segundo ele, foi superada com locação de veículos, manutenção contratada e auxílio alimentação para policiais.
O parlamentar também abordou a rejeição ao governo, estimada em cerca de 65% em levantamentos recentes, e atribuiu o índice ao ambiente de radicalização. Disse que parte do eleitorado mantém posição fixa independentemente das entregas. “Tem gente que, se fizer estrada de ouro, vai dizer que está ruim”, afirmou, criticando o que chamou de dificuldade de debate racional.
Ao tratar do governo federal, Francisco afirmou que indicadores econômicos melhoraram em relação ao período anterior, citando PIB, inflação e geração de empregos, ainda que tenha reconhecido que nem todas as expectativas foram atendidas. Para ele, o atual momento é de reconstrução após perdas acumuladas.