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Entrevista
Retomada vai abrir novos mercados, diz Arturo Arruda
Para diretor da agência Art & C, o publicitário Arturo arruda, “pisar no freio” na retomada significará facilitar caminho para a concorrência
Redação
06/07/2020 | 00:26

O dono da Art & C, uma das maiores agências do mercado potiguar, o publicitário Arturo Arruda acredita que o papel das agências neste momento de pandemia é se tornar cada vez mais relevantes para seus clientes. Neste contexto, diz ele, as lições ensinadas pelas maior crise sanitária do século são muitas

Agora RN – Como o senhor acha que o mercado publicitário potiguar sairá dessa pandemia?

Arturo Arruda – O mercado publicitário tem tudo para sair fortalecido dessa crise. Me refiro ao reconhecimento, relevância e protagonismo desempenhado pela comunicação nesses tempos de pandemia. Nunca fomos tão demandados estrategicamente pelos nossos clientes como nesses tempos de coronavírus. Se por um lado estamos sofrendo, como todos os segmentos, a queda de receita em decorrência da retração econômica, por outro lado estamos ganhando eficiência, estamos nos reinventando e consolidando nossa relação com os anunciantes.

Agora – O senhor escreveu recentemente um artigo no qual sugere que a pandemia também pode ser uma oportunidade para as novas gerações recomeçarem. Poderia explicar melhor?

AA – Escrevi este artigo a que você se refere no início do isolamento social (19/03), e intitulei-o “Coronavírus, seria o reset que muitos pediam? ”. Nele eu trago algumas reflexões, uma delas para a possibilidade que a pandemia está dando para o mundo recomeçar tudo do zero, inclusive consertando aquilo que tanto reclamamos e pessimistamente concluímos que só teria jeito se reconstruíssemos o mundo… na verdade, a mensagem vale tanto para as novas gerações como para as atuais e mais antigas. A pandemia está nos dando uma oportunidade de ouro de praticarmos mais solidariedade, respeito, ética, cidadania, honestidade, equilíbrio nas relações clientes versus Prestadores de serviço, Patrão versus Colaborador, Governo versus iniciativa privada e por aí vai.

Agora – O que muda nessa pandemia a relação entre agências e clientes?

AA – Acredito que a grande mudança será na percepção por parte dos clientes perante aquilo que pode e deve extrair de suas agências. Passou o tempo em que os clientes buscavam em suas agências apenas a criação de chamativos anúncios publicitários, fossem eles anúncios de jornal, rádio ou tv. Hoje, os clientes buscam experiência, informação, direcionamento, estratégia, além claro, de criatividade. Penso que, finalmente, as agências estão criando condições de serem reconhecidas, valorizadas e bem remuneradas por aquilo que elas têm de melhor a oferecer: criação de soluções. Com as reduções de investimentos e das verbas, o comissionamento sozinho não paga a conta das agências, por isso acredito que aquelas agências que conseguem ser percebidas como relevantes para seus clientes, conseguirão o merecido reconhecimento.

Agora – Anunciantes vão pisar ainda mais no freio com a crise sanitária. Como as agências devem direcionar seu relacionamento com eles?

AA – Seria um erro estratégico pisar no freio nos investimentos em comunicação. A retomada da economia será uma grande oportunidade para conquistar mercado e espaço, ou para aqueles que se intimidarem, perderem mercado. Aqui mesmo no RN temos visto a chegada de grandes marcas, segmentos que antes disputavam mercado apenas entre concorrentes locais como, por exemplo, material de construção, ensino superior, hospitais e clínicas, pet center, tecnologia e informática etc. E, agora disputam com grandes anunciantes. Se os locais adotarem a estratégia de “pisar no freio”, estarão correndo o sério risco de facilitarem o caminho para os concorrentes de fora. E para aqueles segmentos que já tinham ou não têm concorrentes de fora, cabe se posicionar pós-Covid, informar aos seus consumidores as novas maneiras de acessar os produtos e serviços.

Agora – E, finalmente, o que o senhor diria aos empresários nesse momento tão difícil para todos?

AA – Acreditem no Brasil, a crise vai passar, as marcas mais lembradas, as mais fortes, sairão na vantagem; e usem a comunicação a favor dos seus negócios. E principalmente, lembrem-se que comunicação é uma atividade estratégica, fundamental e que deve ser entregue e desenvolvida por uma equipe sênior, profissional, estruturada e capaz de usar essa importante ferramenta em prol do crescimento e consolidação no mercado. As agências são aliadas dos anunciantes, estamos do mesmo lado do balcão. Ambos lutamos por mais venda, crescimento e conquista dos mesmos objetivos. Não escondam informação estratégica das suas agências.

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