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Projeto
Quando nuvem
Natalense de 22 anos, Laura Santos criou um blog em meio à pandemia para compartilhar indicações de literatura e produções audiovisuais para ajudar a aliviar os dias de isolamento social
Nathallya Macedo
13/08/2020 | 00:28

“Para descrever as nuvens, eu necessitaria ser muito rápida. Numa fração de segundo, deixam de ser estas, tornam-se outras”. Foi inspirada por esta poesia da escritora polonesa Wislawa Szymborska que Laura Santos decidiu tirar um projeto antigo do papel. Ela criou o blog “Quando Nuvem” para dividir com o mundo pensamentos e indicações de livros, séries e filmes.

“É sobre estar em constante mudança e abraçar convicções externas para formar nosso caráter. Acredito que muito de quem somos é resultado da interação com o outro. Resultado do que consumimos e de várias influências. Além de ser uma referência à internet. ‘Vou jogar algo na nuvem’, e fica lá guardado para sempre”, explicou a jovem sobre a escolha do nome do projeto.

Natalense, Laura tem apenas 22 anos. Já é formada em audiovisual pela UFRN e atualmente cursa jornalismo. O amor pela comunicação começou cedo. “Sempre gostei do cinema e da literatura. Por isso, trabalhar nessa área é natural para mim. Quero ter um espaço para compartilhar visões sobre tudo que me marca. Com a pandemia, aprendemos a lidar com a solidão de uma maneira nova. Então o objetivo do projeto é gerar identificação e aliviar os dias de isolamento com a ajuda da cultura”, afirmou.

O primeiro texto do blog foi publicado em abril, junto ao post do perfil no Instagram (@quandonuvem). De lá para cá, foram diversas indicações de livros, filmes e séries, além de crônicas extremamente pessoais. “Sou tímida, mas enfrento a vergonha para traduzir em palavras sentimentos representativos. As ideias de arte, literatura, cinema e poesia que me desafio a compartilhar são as coisas que amo e escrevo ‘para que as ame comigo’, como diz o poeta português Eugénio de Andrade”.

As indicações são autênticas – mas sem spoilers – e abarcam análises de produções interessantes. O plano é levar as sugestões para outra plataforma em breve. “Pretendo criar um canal no YouTube para divulgar o conteúdo de uma forma mais dinâmica. Quem sabe, além de indicar narrativas já existentes, contar também trajetórias de pessoas da nossa terra”.

Os preferidos dela

Eu sei por que o pássaro canta na gaiola, de Maya Angelou

“É uma autobiografia. Maya foi uma mulher poeta marcada por sofrimentos, mas com uma força de espírito incrível. Seus relatos inspiram coragem e amor, ao mesmo tempo que geram indignação. Em uma sociedade onde a desigualdade e o racismo predominam é impossível não se incomodar com as situações de injustiça as quais mulheres e homens negros eram submetidos, ainda são. Maya foi obrigada a ser forte e tornou a sua voz a força de outras pessoas”.

Longe de casa, de Malala Yousafzai

“Malala traz relatos de refugiadas. A biografia da escritora é tocante, mas esse livro é bonito porque ela usa o espaço e a voz que possui para mostrar a vida de outras garotas em situações delicadas, fazendo dessa a luta de todos. Geralmente, não paramos para pensar em outras realidades porque temos uma rotina confortável e segura. É bom parar e exercer a empatia”.

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