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Procuradoria pede investigação contra Crivella por ‘guardiões’ que barram imprensa nos hospitais do RJ
Ministério Público do Rio já abriu investigações no âmbito criminal e civil sobre o caso, mas a Procuradoria Eleitoral defende que é preciso avaliar se houve ou não crime eleitoral devido ao impacto potencial que os fatos têm no próximo pleito
Redação
02/09/2020 | 10:30

A Procuradoria Regional Eleitoral do Rio (PRE) solicitou à Promotoria que investigue se o prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella (Republicanos) cometeu crime eleitoral através de intervenções na porta dos hospitais. Em ofício, a procuradora regional Eleitoral Silvana Batini solicitou que se apure eventual cometimento de abuso de poder político e conduta vedada no caso. O prefeito, que é candidato a reeleição, teria formado um grupo chamado “guardiões do Crivella”, com a finalidade de impedir a atividade jornalística relacionada à cobertura do atendimento de hospitais municipais. As informações são do Estadão.

No documento, a PRE encaminhou reportagem da TV Globo que revelou o esquema chamado ‘guardiões do Crivella’, no qual funcionários comissionados da Prefeitura são pagos para fazer ‘plantões’ nas portas de hospitais e impedir o trabalho de equipes de televisão. O Ministério Público do Rio já abriu investigações no âmbito criminal e civil sobre o caso, mas a Procuradoria Eleitoral defende que é preciso avaliar se houve ou não crime eleitoral devido ao impacto potencial que os fatos têm nas próximas eleições.

“A Procuradoria Regional Eleitoral pediu que a Promotoria Eleitoral avalie se ficou configurado abuso de poder político e/ou conduta vedada, tendo em vista o potencial impacto no processo eleitoral próximo. O Ministério Público Estadual teve uma atuação rápida na área de combate ao crime, mas entendemos conveniente analisar a questão também sob a ótica eleitoral”, afirmou Silvana Batini.

Nesta terça-feira, 1, a Polícia Civil do Rio cumpriu nove mandados de busca e apreensão contra funcionários da prefeitura suspeitos de participar do esquema de ‘guardiões’. Na casa de um dos servidores públicos, a polícia afirmou ter apreendido R$ 10 mil em dinheiro.

Além das investigações da Promotoria, Crivella também é alvo de questionamentos por parte dos parlamentares fluminenses. Na Câmara, dois pedidos de impeachment foram protocolados, um deles apresentado pela deputada estadual e pré-candidata a prefeita do Rio Renata Souza (PSOL) e outro pelo vereador Átila Nunes (DEM).

*Com informações do Estadão

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