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Interpol
Polícia Federal inicia procedimentos de extradição de acusado pelo ataque ao Porta dos Fundos
Economista morava na Rússia desde dezembro de 2019
Redação
05/09/2020 | 12:03

A Polícia Federal inicia os procedimentos para o processo de extradição do economista Eduardo Fauzi, acusado de participar do ataque à sede da Porta dos Fundos, na zona sul do Rio, no final do ano passado . Ele foi detido nesta sexta-feira 4 pela Interpol no Aeroporto Internacional de Koltsovo, em Ekaterinburg, a 1.786 milhas de Moscou . O economista morava na Rússia desde dezembro de 2019.

Um ofício do Núcleo de Cooperação Policial Internacional da PF foi enviado às autoridades brasileiras informando sobre a detenção de Fauzi. “Informo que foi iniciado os procedimentos para dar início ao processo de extradição pelas vias diplomáticas conforme solicitação da nossa congênere em Moscou / Rússia”, escreveu a PF.

O nome de Eduardo Fauzi foi inserido à lista de difusão da Interpol a pedido da Polícia Federal após a Justiça do Rio determinar sua prisão temporária no ano passado. Segundo a PF, as autoridades policias brasileiras e russas ‘já trabalham nos trâmites legais para extradição e retorno do detido ao Brasil’.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública, responsável pela condução do processo, informou que aguarda solicitação formal de extradição pela parte do Poder Judiciário do Rio de Janeiro, responsável pelas investigações contra Fauzi, para encaminhar o pedido ao governo russo.

O Tribunal de Justiça do Rio afirma que o caso está em fase de investigação e que ainda não foi comunicado sobre o cumprimento da ordem de prisão temporária.

Em nota, o Porta dos Fundos diz esperar que ‘essa prisão venha acelerar a identificação e a punição dos outros quatro procurados pelo ataque à sede do grupo’. “Acabar com a impunidade é extremamente necessário para a construção de uma sociedade mais justa”, afirmou.

Relembre o ataque à sede da Porta dos Fundos

O ataque foi praticado em 24 de dezembro de 2019, como represália a um especial de Natal da Porta dos Fundos sobre Jesus Cristo, que teria desagradado a setores radicais. Segundo a investigação da polícia, que obteve gravações de câmeras de monitoramento na região, o atentado contou com cinco pessoas, incluindo Fauzi, que aparece em uma das imagens.

Foram arremessados ​​dois coquetéis-molotovs contra uma produtora e o incêndio só não se propagou porque havia um vigia na empresa. De acordo com o delegado Marco Aurélio Ribeiro, titular da 10ª DP (Botafogo) à época, responsável pelas investigações, os agentes descobriram que Fauzi deixou de existir o país com destino à Rússia, em 29 de dezembro.

*Com informações do Jornal do Comércio

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