A Plano Municipal da Juventude de Natal começou a ser elaborado no âmbito do Conselho Municipal de Juventude e deve se tornar o principal instrumento de planejamento das políticas públicas voltadas aos jovens da capital nos próximos anos. A proposta reúne diretrizes, metas e ações em áreas como educação, trabalho, saúde mental, cultura, esporte e participação social.
De acordo com o presidente do conselho, Luiz Fellipe Luz, a construção do plano ocorre de forma participativa e busca refletir a realidade dos jovens em diferentes territórios da cidade.

“À frente do Conselho, vamos buscar resultados que realmente façam diferença na vida dos jovens de Natal, saindo do papel e chegando na ponta, onde as coisas de fato acontecem. A ideia é fortalecer o conselho como um espaço de escuta ativa e permanente, onde a juventude se sinta representada e veja suas demandas sendo transformadas em ações concretas”, afirmou.
Segundo ele, o plano será um dos principais instrumentos para organizar e fortalecer as políticas públicas voltadas à juventude no município. “A proposta do plano é justamente definir diretrizes, metas e ações para os próximos anos, olhando para áreas como educação, trabalho, saúde mental, cultura, esporte e participação social, sempre com foco na realidade dos jovens da cidade”, disse.
A elaboração do plano já teve início com a realização de audiência pública no dia 26 de março de 2026 e segue com etapas de escuta ativa, envolvendo representantes de instituições e jovens de diferentes territórios. O processo inclui ainda consultas públicas, sistematização das propostas e a construção do documento final para aprovação.
“Ao mesmo tempo, vamos trabalhar para ampliar o acesso a oportunidades, especialmente em áreas como educação, qualificação profissional e saúde mental, conectando os jovens com políticas e programas que possam mudar suas trajetórias”, disse.
Ele destacou também que a prioridade é garantir que essas iniciativas cheguem com mais força às periferias, reduzindo desigualdades e alcançando quem mais precisa. Luiz Fellipe disse ainda que a intenção é incentivar cada vez mais o protagonismo juvenil, criando caminhos para que os jovens participem das decisões, opinem e construam soluções junto com o poder público.
A construção do plano é conduzida de forma coletiva, com participação do conselho, da gestão municipal e da sociedade civil, por meio de encontros, oficinas e debates. A expectativa é que o documento seja finalizado ao longo de 2026, após a consolidação das contribuições.
Segundo o presidente do Conselho, o plano também deve ampliar o alcance das políticas públicas, sobretudo para jovens em situação de vulnerabilidade social, garantindo maior acesso a oportunidades e direitos.
Ele ressalta que o objetivo é consolidar um modelo em que os jovens deixem de ser apenas beneficiários e passem a atuar como protagonistas na formulação de soluções para a cidade.
Conselho
Criado em julho do ano passado, o Conselho Municipal da Juventude de Natal reúne representantes do poder público e da sociedade civil e atua como espaço de participação e construção de políticas voltadas aos jovens. Entre os principais desafios estão o acesso ao primeiro emprego, a educação, a violência e as desigualdades sociais.
A saúde mental também é apontada como uma das principais preocupações, diante do aumento na busca por atendimento e dos impactos de fatores como desemprego e vulnerabilidade. O conselho defende políticas integradas, ampliação do acesso e ações descentralizadas para alcançar jovens em diferentes regiões, além de incentivar a participação por meio de reuniões e canais institucionais.
Oportunidades
Mais de 166 mil jovens em Natal enfrentam dificuldades como falta de oportunidades, evasão escolar e acesso limitado à saúde mental, em um cenário agravado por desigualdades sociais e ausência de políticas públicas integradas. Dados apresentados em audiência pública realizada na Câmara Municipal de Natal evidenciam que muitos deixam a escola para trabalhar, enquanto a exigência de experiência e a baixa oferta de vagas dificultam o primeiro emprego.
Durante o debate, que reuniu jovens, autoridades e representantes de instituições, foram relatados problemas estruturais que vão desde mobilidade e educação até violência e sofrimento psicológico, além da necessidade de ampliar políticas públicas voltadas à juventude. Apesar dos desafios, iniciativas em andamento e espaços de participação indicam tentativas de promover inclusão e ampliar oportunidades.
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