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Delação

PF rejeita delação de Daniel Vorcaro, mas negociações com a PGR continuam

Investigadores avaliaram que ex-banqueiro não apresentou informações inéditas; Procuradoria ainda analisa possibilidade de acordo
Redação
21/05/2026 | 11:26

A Polícia Federal rejeitou a proposta de delação premiada apresentada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no âmbito da operação Compliance Zero. Apesar da negativa, as negociações para um possível acordo de colaboração seguem em andamento junto à Procuradoria-Geral da República.

A decisão da PF foi comunicada ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal.

Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro foi preso por determinação do STF - Foto: Esfera / Reprodução
Daniel Vorcaro segue negociando acordo de delação com a PGR após rejeição da proposta pela Polícia Federal Foto: Esfera / Reprodução

Segundo fontes ligadas às investigações, a corporação entendeu que Vorcaro não apresentou informações novas em relação ao material já reunido pelos investigadores. Mesmo assim, a possibilidade de um acordo permanece aberta, já que a PGR possui autonomia para conduzir negociações de colaboração premiada.

Em reunião realizada na quarta-feira 20 com a defesa do ex-banqueiro, a Procuradoria sinalizou interesse em continuar as tratativas. Procuradores seguem analisando os anexos entregues pelos advogados antes de decidir se aceitam ou não a proposta.

Três pontos têm concentrado as discussões: o valor do ressarcimento aos cofres públicos, estimado em cerca de R$ 50 bilhões; as condições de cumprimento da pena, já que Vorcaro pede prisão domiciliar ao menos até o julgamento; e o alcance político das informações que podem ser reveladas na colaboração.

Caso a PGR também rejeite a proposta, a tendência é que as negociações sejam encerradas. Ainda assim, um novo acordo poderá ser discutido futuramente, caso a defesa apresente elementos inéditos.

Vorcaro foi preso pela segunda vez em março deste ano durante uma nova fase da operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de emissão de títulos de crédito falsos por instituições ligadas ao Sistema Financeiro Nacional. Os investigadores apuram crimes como gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa.

Além do ex-banqueiro, seguem presos outros investigados no caso, entre eles o pai dele, Henrique Vorcaro, e o cunhado, Fabiano Zettel.