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Calor

Perda de 50% da cobertura vegetal é a maior causa para o calor excessivo em Natal

Pesquisas revelam que a cidade ficou 1,5º mais quente ao perder 50% das áreas verdes
Redação
23/03/2024 | 09:56

Estudos recentes apontam um aumento significativo na temperatura média em Natal nos últimos 30 anos. Dados levantados pelo especialista em climatologia e geógrafo do IFRN, Malco de Oliveira, mostram que a temperatura média na cidade aumentou 1,5º C, que gera impacto negativo na qualidade de vida das pessoas.

Uma das principais causas para isso é a grande perda de cobertura vegetal na cidade, cerca de 50% do total das áreas verdes. Francisco Iglesias, ambientalista e membro da Associação Potiguar da Natureza, ressaltou a importância histórica da cobertura vegetal em Natal. “Quando Natal surgiu, o RN era coberto por 100% da Mata Atlântica. Hoje, esse número diminuiu drasticamente para apenas 3%”.

Inmet acrescenta que a expectativa é que o “forte calor” continue, pelo menos, até meados da próxima semana / Foto: Agência Brasil
Perda de 50% da cobertura vegetal é a maior causa para o calor excessivo em Natal - Foto: Agência Brasil

Para ele, o crescimento urbano desenfreado contribuiu muito para esse cenário alarmante. A expansão de ruas, vias e calçadas, aliada à explosão de construções de edifícios principalmente nas últimas décadas, tem levado à destruição das áreas verdes sem um acompanhamento adequado de expansão. E ressaltou os impactos diretos desse cenário na saúde e no bem-estar dos moradores. Estudos realizados pela Universidade de São Paulo (USP) indicam que a redução da arborização urbana está associada a um aumento de 15% no número de internações por problemas pulmonares graves. “Essa é uma realidade que Natal não pode ignorar. Estamos lutando há mais de 35 anos por uma política ambiental efetiva na cidade, mas até agora não houve avanços significativos”, lamentou.

A coordenadora executiva do Projeto Arboriza Natal, Vânia Alberton, expressou séria preocupação com os efeitos do desmatamento urbano na Capital. “O planeta está pegando fogo. Janeiro de 2024 foi o mês mais quente desde 1850 no planeta. O Rio de Janeiro teve sensação térmica de 60,2 graus nos últimos dias. As pessoas estão sentindo na pele o quanto Natal está mais quente”, afirmou.

Ela ressaltou os impactos diretos desse cenário no bem-estar dos moradores. Com temperaturas em ascensão, o estresse térmico se torna uma realidade cotidiana, afetando a qualidade de vida e limitando as atividades ao ar livre. “A falta de áreas verdes acessíveis faz com que as pessoas se refugiem em locais fechados, como shoppings, aumentando o isolamento social e a desconexão com a natureza”, observou.

E enfatizou a importância das áreas arborizadas na promoção da sociabilidade e do lazer. “Espaços públicos sem árvores são menos convidativos para atividades recreativas e interações sociais, afetando negativamente o convívio comunitário”.

Diante desse quadro preocupante, os ambientalistas enfatizam a urgência de medidas por parte das autoridades locais. “Natal está muito aquém das necessidades de arborização da cidade. É fundamental implementar políticas efetivas de plantio de árvores, melhorias nas calçadas e uma gestão integrada das áreas verdes”, afirma Francisco Iglesias.

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