O PDT oficializou nesta quinta-feira 23 a escolha do ex-deputado federal Rafael Motta como seu pré-candidato ao Senado no Rio Grande do Norte nas eleições de 2026. A definição foi anunciada em nota do partido e encerra a disputa interna que envolvia também o ex-senador e ex-presidente da Petrobras Jean Paul Prates, que passa a compor a chapa como candidato a primeiro suplente.
De acordo com a sigla, a decisão “reflete a união de forças em prol de um projeto grandioso para o nosso estado”. O texto é assinado pelo presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e pela presidente do PDT no RN, Márcia Maia.

A definição ocorre pouco mais de duas semanas após o partido anunciar que realizaria uma pesquisa interna para orientar a escolha do candidato. Os números do levantamento interno não foram divulgados à imprensa.
A disputa colocava frente a frente dois nomes recém-integrados ao partido. Jean Paul Prates chegou ao PDT após deixar o PT em dezembro de 2025. Já Rafael Motta se filiou em março após mais de um ano sem partido.
Além da pesquisa, outro elemento central nas negociações foi a proposta de um arranjo político que evitasse divisão interna. O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, chegou a apresentar aos dois pré-candidatos a ideia de compartilhamento de mandato, como forma de acomodar ambas as lideranças e fortalecer a competitividade da legenda no Estado.
A solução anunciada nesta quinta confirma esse caminho. Na nota, o partido afirma que a composição “inaugura um modelo inovador de mandato compartilhado”, destacando que a aliança foi construída com base em “maturidade política e respeito ao processo democrático”.
O PDT também buscou valorizar o perfil complementar dos dois nomes. De acordo com o comunicado, a chapa combina “a juventude e a destacada atuação legislativa de Rafael Motta” com “a vasta experiência executiva, legislativa e capacidade técnica de Jean Paul Prates, ex-senador e ex-presidente da Petrobras”. A legenda afirma acreditar que o formato adotado “será um poderoso motor de desenvolvimento para o povo do Rio Grande do Norte”.
A decisão ocorre em um contexto de reorganização das forças políticas no Estado para 2026. O PDT já havia definido apoio à pré-candidatura de Samanda Alves (PT) para uma das duas vagas ao Senado em disputa, o que deixava apenas uma posição disponível na chapa majoritária da aliança no campo da esquerda e centro-esquerda.
Em nota, Rafael Motta afirmou que recebe com “responsabilidade, serenidade e entusiasmo” a confirmação de seu nome como pré-candidato ao Senado pelo PDT e destacou que a definição foi resultado de um processo coletivo dentro da legenda. Ele ressaltou que a escolha “não foi uma decisão individual”, mas fruto do “diálogo, da construção coletiva e da confiança de um grupo que acredita em um projeto sólido para o Rio Grande do Norte”.
Rafael também enfatizou o papel da articulação partidária na consolidação da chapa, agradecendo à direção nacional e estadual da sigla, além de destacar a importância da composição com o ex-senador Jean Paul Prates. Segundo ele, a presença de Jean Paul como suplente “fortalece ainda mais esse projeto”, ao agregar “experiência, preparo e visão de futuro”.
Ao projetar a campanha, o pré-candidato defendeu uma atuação mais próxima da população. “Defendo um Senado mais próximo das pessoas, com transparência, prestação de contas e resultados concretos”, afirmou. Ele também indicou que pretende percorrer o estado para ouvir demandas e construir propostas de forma participativa.
Jean reforça unidade
Jean Paul Prates adotou tom conciliador após a definição do PDT e afirmou que recebe o resultado “com serenidade, respeito e espírito de unidade”. Em nota à imprensa, ele reconheceu que a pesquisa interna apontou Rafael Motta como o nome com maior aderência eleitoral no momento e destacou a legitimidade do processo.
Segundo Jean, a escolha foi fruto de um procedimento “transparente, baseado em critério objetivo previamente pactuado”, o que, na avaliação dele, fortalece a legenda. Ele também parabenizou o companheiro de partido pelo desempenho e reafirmou compromisso com o projeto político em construção no Estado.
O ex-senador confirmou que seguirá como primeiro suplente na chapa ao Senado e destacou que pretende atuar de forma ativa no modelo proposto pelo partido. “Contribuindo de forma ativa para uma proposta inovadora de atuação parlamentar compartilhada, com integração de agendas, cooperação institucional e foco em resultados concretos para a população do Rio Grande do Norte”, afirmou.
Jean Paul Prates também avaliou que o processo interno demonstrou a possibilidade de construção política baseada em método e responsabilidade. “Mais do que uma definição interna, construímos uma base sólida de unidade e complementaridade”, disse.