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Boletim médico
Paulo Gustavo não tinha comorbidades, diz equipe médica que cuidou do ator
Os médicos esclareceram que a asma de Paulo estava controlada há muitos anos, era leve e não interferiu no caso
O Globo
10/05/2021 | 11:26

A equipe médica que cuidou de Paulo Gustavo, morto na última terça-feira em decorrência de complicações de Covid-19, esclareceu, no “Fantástico” deste domingo, que o ator não tinha comorbidades e era saúdavel. Os profissionais salientaram a brutalidade da doença e a importância dos cuidados.

“Não (sobre estar no grupo de risco). Não tinha nenhuma doença”, disse Fabio Miranda, chefe da terapia intensiva do hospital Copa Star, em Copacabana, onde o ator ficou 53 dias internado.

Os médicos esclareceram que a asma de Paulo estava controlada há muitos anos, era leve e não interferiu no caso.

Evolução da doença

Segundo a reportagem, o ator fez três tomografias quando soube do diagnóstico e, na terceira, uma semana depois dos primeiros sintomas, ele já tinha 75% dos pulmões afetados. No oitavo dia de internação, Fabio Miranda disse que os exames indicaram praticamente comprometimento total da função pulmonar. Ele, então, ele foi intubado.

O quadro se tornou mais complicado, segundo os médicos, quando surgiu um pneumomediastino. nome que se dá quando o ar do pumão vaza para o espaço onde fica o coração. Ali, não pode haver ar, por isso houve uma drenagem e ele voltou a melhorar. Depois, outras complicações apareceram, como hemorragias e fungos no pulmão, além de fístulas broncopleurais.

“As medidas corretivas eram tomadas, e ele passava a melhorar. Menos de 48 horas, surgia uma outra complicação”, disse Fabio.

Bastante debilitato, a equipe resolveu usar a ECMO (Oxigenação por Membrana Extracorpórea). Basicamente, uma máquina faz a função das trocas gasosas que teriam que ser feitas pelo pulmão.

Breve melhora

O pneumolofista Rafael Pottes, também parte da equipe, disse que, no fim de semana passado, a sedação foi suspendida, e ele teve seu “melhor dia durante a internação”. Na tarde do domingo, no entanto, uma fístula brônquio-venosa, ainda mais grave, apareceu. Isso significa que a comunicação entre os alvéolos e veias pulmonares estava prejudicada, e o ar entrava diretamente na corrente sanguínea.

“Cérebro e coração foram órgaos imediatamente atingidos por essa quantidade de ar. Não tem como corrigir isso”, disse Fabio Miranda.

Paulo morreu na terça-feira, depois de 53 dias internado. Deixou marido e dois filhos, Gael e Romeu, gêmeos de 1 ano e nove meses.

“A principal mensagem que a gente tira num quadro que nem o dele é a agressividade da doença”, diz Rafael Pottes.

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