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Investigação

Polícia cumpre mandados em Natal e apura prejuízo de R$ 5 milhões com fraudes fiscais em padarias

Ação conjunta da DEICOT e SEFAZ/RN investiga uso de sócios fictícios para ocultar patrimônio e evitar cobrança de tributos na Zona Sul de Natal
Redação
27/05/2025 | 08:47

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, na manhã desta terça-feira 27, a “Operação Sócio de Papel”, com o objetivo de desarticular um esquema de sonegação fiscal e blindagem patrimonial no setor de panificação, na Zona Sul de Natal.

Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em imóveis ligados aos investigados. Além disso, houve o bloqueio de bens, como forma de garantir formas de ressarcimento aos cofres públicos do prejuízo estimado com a fraude: cerca de R$ 4,8 milhões.

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Objetivo foi desarticular um esquema de sonegação fiscal e blindagem patrimonial envolvendo empresas de panificação em Natal. Foto: Divulgação/PCRN

Durante as diligências, foram apreendidos dois veículos de luxo (Toyota SW4 e Audi), uma motocicleta, R$ 38.665 em espécie, US$ 1.900 (dólares americanos), aproximadamente 20 relógios de luxo das marcas Rolex e Michael Kors, diversas joias, notebooks, celulares e farta documentação.

A investigação teve início a partir de uma representação feita pela Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz), após constatação de irregularidades fiscais que somam aproximadamente R$ 5 milhões. Segundo apurado, após decisão definitiva em processo administrativo, o principal investigado promoveu alterações societárias fraudulentas para se desvincular formalmente da empresa autuada.

Segundo a Sefaz, as cotas foram transferidas a um ex-funcionário sem qualquer poder de gestão, caracterizando a prática de inserção de “sócios de papel” para encobrir o verdadeiro comando da empresa.

O inquérito revelou ainda que o grupo familiar envolvido abriu novas empresas com nomes fantasia associados ao sobrenome do líder do esquema, utilizando familiares e pessoas de confiança como sócios formais. Apesar dessas alterações, a gestão e os lucros continuavam sob controle do verdadeiro proprietário, demonstrando um elaborado esquema de fraude com fins de evasão fiscal e blindagem patrimonial.

O nome da operação faz referência à principal tática utilizada pelos investigados: o uso de “laranjas” como sócios no papel, enquanto a administração e os benefícios permaneciam ocultos nas mãos do real controlador, frustrando a atuação dos órgãos de controle e a cobrança de tributos devidos.

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