Uma nova variante do vírus da Mpox tem preocupado especialistas após alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS). A cepa identificada em 2026 é recombinante, formada pela fusão de duas linhagens já conhecidas do vírus, os clados Ib e IIb.
Até agora, casos foram confirmados no Reino Unido e na Índia, ambos relacionados a viagens internacionais. Segundo especialistas, a variante pode estar mais disseminada do que os registros atuais indicam.

Outro fator que ampliou a preocupação foi o resultado de um estudo publicado no New England Journal of Medicine. A pesquisa mostrou que o antiviral Tecovirimat, principal medicamento usado contra o vírus, não apresentou benefício clínico significativo no tratamento da doença.
O ensaio clínico analisou 344 adultos com mpox e comparou pacientes que receberam o medicamento com outros que tomaram placebo. A recuperação ocorreu em 83% dos tratados com o antiviral e em 84% no grupo placebo, sem diferença relevante.
Especialistas alertam que os testes tradicionais de PCR não conseguiram identificar corretamente a nova cepa, sendo necessário o sequenciamento genômico para confirmar a recombinação do vírus.