BUSCAR
BUSCAR
Coluna
Ney Lopes: Bolsonaro, Lula e terceira via
Confira a coluna de Ney Lopes desta terça-feira 13
Ney Lopes
13/07/2021 | 08:50

Hoje, o debate político nacional gira em torno de como chegará o presidente às urnas em 2022, se Lula terá chances de ganhar a eleição e qual será o destino da falada terceira via. Não há quem posa responder. Apenas previsões, após as últimas pesquisas do IPEC, Vox Populi e Datafolha.

Reeleição
Embora o bolsonarismo seja contra as pesquisas são elas que o colocam ainda no páreo da reeleição. O governo mantém percentual entre 20% e 25%, de ‘bom ou ótimo’. Equivale a um quarto, ou um quinto do eleitorado. Nesse patamar, Bolsonaro terá chance de ir ao segundo turno.

Mudanças
Para crescer eleitoralmente, o presidente terá que reduzir o desemprego, a inflação e recuperar-se do mau desempenho na pandemia. O eleitor tem memória curta, e se ocorrerem mudanças visíveis para a população, a partir de meados de 2022, o quadro da reeleição pode melhorar.

Articulação
O ex-presidente Lula mostra bom desempenho nas pesquisas. Porém, alguns fatores precisam ser ponderados. Há cerca de 40% do eleitorado que não definiu candidato. As ações penais em tramitação poderão “estourar” na campanha até com novas condenações e repercussões negativas.

Dificuldades
Os desgastes do petismo, pelas acusações de corrupção, criaram barreiras de interlocução, com as instituições da República e o empresariado. Tudo dificultará muito o percurso do lulismo.

Novo nome
A “terceira via” é imponderável. Para crescer, necessitará de unidade em torno de um nome, que não será fácil. Um fator que viabilizaria o “centro” seria a redução da aprovação do governo e de Bolsonaro, com a saída do apoio da chamada direita liberal, ficando apenas a ala fanática e radical, que representaria cerca de 10 a 12% do eleitorado, segundo pesquisas.

Dependência
A verdade é que a disputa presidencial de 2022 ainda depende do “se”. Como tal tudo poderá acontecer.

Fiesp
A eleição do empresário Josué Gomes, filho do vice-presidente de Lula nos dois mandatos, José Alencar, para a presidência da Fiesp foi recebida com euforia pelo PT. Seria a “porta aberta” para o partido voltar a apoiar incondicionalmente bancos e a economia em geral, como fez nas administrações de Lula e Dilma.

Manifestação
As oposições esperam colocar multidões nas ruas, no próximo dia 24, no protesto programado contra o governo federal. Há quem aconselhe não arriscar para evitar fracasso.

Armas
Constata-se que o número de armas registradas na Polícia Federal cresceu 90% de 2019 para 2020, o maior já verificado

São Paulo
O ex-governador Geraldo Alckmin dá sinais de que irá para o PSD de Gilberto Kassab e será candidato ao governo paulista. Na chapa, Márcio França, do PSB, seu vice no último mandato que exerceu.

Sofrimento
Enquanto isso, o governador João Dória encontra dificuldades para consolidar o candidato tucano ao governo paulista, o seu vice, Rodrigo Garcia. A vitória de Dória nas prévias presidenciais do PSDB é duvidosa. Eduardo Leite (RGS) é visto como renovação num partido que não se renovou.

Inveja
O senador Rodrigo Pacheco já teria tomado a decisão de trocar o DEM pelo PSD. Deve assinar a ficha do partido em outubro. Poderá até ser lançado candidato ao Planalto por Gilberto Kassab. Hoje, ele enfrenta a inveja de Arthur Lira, presidente da Câmara.

Sede: Av. Hermes da Fonseca, 384 – Petropolis – Natal – RN – Cep. 59020-000
Telefone: (84) 3027-1690 / 3027-4415
Redação: (84) 98117-5384 - redacao@agorarn.com.br
Comercial: (84) 98117-1718 - publica@agorarn.com.br
Copyright Grupo Agora RN. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização prévia.