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Meio ambiente

Natal inicia recuperação de sua cobertura vegetal

Projeto pretende recuperar áreas verdes da cidade, por meio do programa Planta Natal, com o plantio de 10 mil árvores em 3 meses
Redação
22/03/2022 | 09:56

Em comemoração ao Dia Mundial da Floresta, nesta segunda-feira 21, a Prefeitura do Natal, em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e a Câmara Municipal, através do mandato do professor Robério Paulino (Psol), lançou nova etapa de recuperação das áreas verdes da cidade, com o programa Planta Natal. A expectativa é plantar 100 mudas de árvores por dia, ao longo de 100 dias, em todas as regiões da capital potiguar, totalizando 10 mil árvores em sua primeira etapa.

“Queremos uma cidade mais aprazível e bonita, com maior conforto térmico e espaços verdes. É importante que a sociedade abrace essa iniciativa, só assim vamos criar um novo pensamento para tornar a cidade mais aprazível e bonita, com maior conforto térmico e espaços verdes. Acho fundamental esse projeto e já dobrei a meta para a equipe. Pelo ritmo do trabalho, vamos chegar em 20 mil árvores rapidinho”, afirmou o prefeito Álvaro Dias.

“planta Natal RN” retoma plantio de árvores nativas na capital potiguar
Ação pretende recuperar áreas verdes e calçadas da cidade, com o plantio de espécies nativas da Mata Atlântica. Foto: Divulgação

Para ele, o engajamento da sociedade é essencial para o sucesso da ação e já foram plantadas cerca de sete mil mudas, mas a meta final do Planta Natal é de plantar 20 mil mudas nos próximos três anos. O objetivo da nova meta é o reflorestamento urbano planejado para melhoria da qualidade de vida da população, principalmente na redução de áreas quentes da capital. A escolha da data é motivada pela chegada do período chuvoso, considerado o mais seguro para a pega das mudas. O vereador Robério Paulino disse que os institutos federais também devem entrar em breve na parceria, ampliando a ação também para o interior do Estado, em socorro ao bioma da caatinga, que um dos biomas do mundo com mais espécies de fauna e flora ameaçadas de extinção, alertou. Para o plantio, serão utilizadas mudas nativas como Mulungu, Pau-Brasil, Ipê Roxo, Ipê Amarelo, Pau Ferro, Oitis, Craibeiras.

“A arborização, além de proporcionar conforto climático, contribui para diminuir a poluição sonora, visual e do ar, oferecendo uma melhor qualidade de vida à população. A ação junto à UFRN, a Câmara e a Prefeitura, está aberta a todas as pessoas, empresas e instituições que queiram apoiar essa nobre causa”, disse Robério, que coordena o projeto desde 2011, quando ainda tinha o nome de “Plante Enquanto é Tempo!”.

“Precisamos de uma política de arborização para calçadas”, diz ambientalista

O ambientalista Francisco Iglesias acredita que seja necessário o plantio de 180 mil mudas de árvores somente nas calçadas do município, para a recuperação ideal da cobertura vegetal destas áreas públicas natalenses. Para ele, tanto o programa “Plantio Natal”, desenvolvido pela Prefeitura Municipal, quanto o “Arboriza Natal” organizado pelo professor Robério Paulino, são excelentes porque irão aumentar consideravelmente a quantidade de árvores na cidade, mas é preciso uma ação mais efetiva, com o estabelecimento de uma política contínua.

“A verdade é que precisamos de uma política de arborização própria para as calçadas. Natal é diferenciada porque tem canteiros centrais, que ajudam muito a diminuir a temperatura do asfalto, mas nas calçadas, onde as pessoas caminham de fato, praticamente não tem árvores. O prefeito tem uma visão diferenciada e voltada para o verde, mas tem que ir além disso, tem que ter programa de requalificação das calçadas, o incentivo aos moradores para plantar e manter as árvores”, explicou Francisco, que também é arquiteto e urbanista.

Para ele, os benefícios trazidos por uma maior cobertura vegetal vão além de diminuir o calor em geral, mas exerce uma ação direta na mudança climática do planeta. “Muda o clima como um todo, melhora a vida das pessoas, diminui os custos de saúde, evita enchentes porque as áreas verdes absorvem 30% da água que cai sobre elas, principalmente no entorno das lagoas de captação”, disse.