A Prefeitura do Natal implantou um novo sistema de regulação em saúde com o objetivo de melhorar o acesso da população a consultas, exames e procedimentos especializados. A medida substitui o modelo anterior, conhecido como SISREG, e já está em funcionamento com todos os encaminhamentos sendo realizados exclusivamente pela nova plataforma.
A mudança ocorreu após a identificação de problemas no sistema antigo, que, segundo a gestão municipal, apresentava limitações operacionais e falhas que impactavam diretamente o atendimento. Entre as ocorrências registradas estavam acessos indevidos, clonagem de usuários, desmarcação de cirurgias e irregularidades no agendamento.

O sistema anterior era considerado limitado, tanto na geração de relatórios de gestão quanto na segurança da regulação, já que não permitia a extração adequada de dados e apresentava vulnerabilidades. Entre os problemas identificados estavam casos de clonagem de CPF, além de situações em que pacientes tinham procedimentos marcados e posteriormente cancelados sem passar pela central de regulação, além de apontamentos feitos em auditorias por órgãos de fiscalização.
“Tivemos várias situações de clonagem de CPF, de pacientes que estavam marcados e eram cancelados sem ser pela central de regulação e outras situações de auditorias, de órgãos de fiscalização que orientavam para a gente aderir a um sistema de regulação que já funcionava na Secretaria de Saúde Estadual”, explicou Ludmila Oliveira, diretora do Departamento de Regulação da SMS, em entrevista à TV Tropical.
Diante desse cenário, e seguindo orientações para adoção de uma plataforma já utilizada na Secretaria de Saúde do Estado, o município de Natal optou por aderir ao Regula RN, que, segundo a gestão, oferece ferramentas mais adequadas para a gestão e para a regulação dos atendimentos.
O novo sistema, chamado Regula RN Ambulatorial, foi desenvolvido pelo Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS), vinculado à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). A migração entre os sistemas teve início em setembro do ano passado.
Desde a implantação, mais de 52 mil atendimentos foram finalizados e cerca de 22 mil agendamentos realizados por meio da nova plataforma. Durante a transição, no entanto, nem todos os dados do sistema anterior puderam ser migrados integralmente.
Por esse motivo, a Secretaria Municipal de Saúde orienta que a população procure a unidade básica de saúde de referência para verificar se o cadastro e as solicitações foram atualizados corretamente.
A transição para o novo sistema de regulação teve início em setembro do ano passado, quando a Secretaria passou a orientar toda a rede de unidades básicas de saúde e também outros municípios sobre a necessidade de reinserção dos pacientes na fila. “A gente pediu para reinserir, mas é importante que a população possa fazer essa verificação, ela vá na unidade básica de saúde verificar se realmente aquele exame foi reinserido”, disse Ludmila.