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Namorado de Fátima Bernardes desiste de concorrer à Prefeitura do Recife
A informação da desistência do deputado federal Túlio Gadêlha foi repassada durante a coletiva de imprensa realizada na tarde desta sexta-feira 11
Redação
11/09/2020 | 16:51

O deputado federal Túlio Gadêlha, que preside a eleição municipal do PDT no Recife, declinou da sua intenção de disputar a Prefeitura do Recife e anunciou que o partido apoiará uma candidatura do deputado federal João Campos (PSB) nas anteriores deste ano. A informação foi repassada durante a coletiva de imprensa realizada na tarde desta sexta-feira 11, ocasião em que o pedetista também indicou o nome do enfermeiro Rodrigo Patriota (PDT) para ocupar o posto de vice na chapa do socialista.

Gadêlha, que namora a apresentadora da TV Globo, Fátima Bernardes, informou que a decisão do partido foi tomada depois de três reuniões com os membros das cúpulas nacional, estadual e municipal da sigla, sendo que o último encontro foi realizado hoje e durou cerca de três horas. De acordo com o parlamentar, durante a conversa, o presidente nacional da agremiação, Carlos Lupi, disse que o PSB ameaçou romper alianças que possui com os pedetistas em aproximadamente 40 cidades com mais de 200 mil eleitores se o partido oficializasse a saída da Frente Popular na capital pernambucana.

“Existiu esse pedido da direção nacional do partido para a gente construir juntos uma alternativa e não dificultar a formação dessa aliança entre dois grandes partidos do Brasil. Infelizmente a declaração do presidente Carlos Siqueira, do PSB, nas reuniões com Lupi, foi de que o PSB deixaria de apoiar o PDT não mais em 25 grandes municípios caso o PDT lançasse candidatura no Recife, mas em 40 municípios com mais de 200 mil eleitores. Essa foi a informação que o presidente Carlos Lupi nos trouxe e pediu a compreensão da direção municipal do partido. Por isso, levamos isso em consideração na definição do projeto que vamos apresentar agora “, observou Túlio Gadêlha.

Em todo o seu pronunciamento aos jornalistas, o deputado fez questão de deixar claro que, mesmo concordando com aliança com o PSB, seu grupo no partido tem uma série de ressalvas em relação aos socialistas, sobretudo os pernambucanos. “A gente tem muitas divergências com o PSB no Estado e no Recife, que vão desde a aliança com Aécio Neves (PSDB) nas mudanças de 2014 até o apoio ao impeachment da presidente Dilma (Rousseff, PT). O PSB de Pernambuco vai ter que responder por essas contradições “, afirmou.

Túlio Gadêlha lembrou, ainda, que em 2018, às vésperas do fim do período de convenções para as alterações presidenciais, o PSB retirou seu apoio à candidatura de Ciro Gomes (PDT) e optou pela neutralidade na campanha. A decisão do PSB foi tomada após várias tratativas com o PT de Fernando Haddad, que passou pela retirada da pré-candidatura da hoje deputada federal Marília Arraes (PT) para o governo do Estado.

Sobre a indicação de Rodrigo Patriota para a vive de João, Gadêlha afirmou que a escolha foi feita de maneira democrática no PDT e que ele “não vai chegar sorrindo, dando tapinha nas costas e ensinando”. O parlamentar também sugeriu que o PSB de Pernambuco, “diferentemente do PT em 2018”, faça uma autocrítica do que ele considera erros cometidos nos últimos anos. “Rodrigo sempre foi uma figura crítica, que esteve à frente de vários protestos em Recife, defendeu sua categoria, tem pautas e bandeiras muito claras e mais do que utilização nesse momento de pandemia, que são as pautas da enfermagem e da saúde. Rodrigo já foi candidato a deputado federal, sendo um dos mais votados do seu partido à época. Por isso hoje eu trago aqui essa definição “, pontou Gadêlha.

*Com informações do Jornal do Comércio

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