O Rio Grande do Norte registrou saldo positivo de 1.127 empregos com carteira assinada em março de 2026, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados compilados no Boletim de Emprego do Sebrae-RN. No período, foram contabilizadas 22.128 admissões e 21.001 desligamentos, mantendo o Estado em trajetória de crescimento na geração de postos formais de trabalho no início do ano.
Com o resultado, o estoque de empregos formais no Estado alcançou 552.162 vínculos ativos sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O desempenho reforça um cenário de estabilidade no mercado de trabalho potiguar, sustentado principalmente por atividades ligadas aos setores de serviços, construção civil e comércio.

A análise setorial mostra que o segmento de serviços liderou a abertura de vagas em março, com saldo de 1.429 empregos formais. A construção civil aparece em seguida, com 861 postos criados, enquanto o comércio registrou saldo positivo de 584 vagas. Segundo o boletim, outros segmentos da economia também apresentaram movimentações pontuais que contribuíram para manter o resultado positivo no mês.
No acumulado de 2026, os dados apontam que diferentes setores vêm participando da geração de empregos, ainda que em ritmos distintos. A distribuição das contratações entre várias atividades econômicas indica recuperação mais espalhada na economia estadual, após oscilações registradas em anos anteriores.
O levantamento do Sebrae-RN também reforça o peso das micro e pequenas empresas na sustentação do mercado formal de trabalho no Estado. Apenas as microempresas responderam pela criação de 2.024 vagas em março. Considerando o saldo acumulado do ano por porte empresarial, as micro e pequenas empresas concentram 4.205 postos formais criados em 2026, consolidando o segmento como principal motor da geração de empregos no Rio Grande do Norte.
Na comparação regional, o desempenho potiguar acompanha o cenário observado em outros Estados do Nordeste, que também registraram saldos positivos em março, embora com intensidades diferentes. O boletim destaca que fatores sazonais e as particularidades econômicas de cada unidade federativa influenciaram o ritmo de abertura de vagas no período.
Os dados por município mostram concentração da geração de empregos em cidades com maior dinamismo econômico e presença de investimentos específicos. Natal liderou o saldo positivo em março, com 738 vagas formais criadas. Em seguida aparecem Parnamirim, com 425 postos, São Gonçalo do Amarante, com 234, e Caicó, com 184 empregos gerados.
A série histórica apresentada no boletim indica que março costuma registrar oscilações no saldo de empregos formais, mas o resultado deste ano mantém o Rio Grande do Norte em trajetória positiva observada ao longo dos últimos cinco anos. A continuidade desse desempenho, segundo a análise, dependerá da evolução da atividade econômica e do comportamento dos principais setores produtivos nos próximos meses.