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Assistência

Mais de 5 milhões de famílias deixaram Bolsa Família desde 2023, diz ministro

Considerando média de três pessoas por família, o número representa cerca de 15 milhões de brasileiros
Redação
28/05/2026 | 05:02

O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, afirmou que 5,1 milhões de famílias deixaram o Bolsa Família desde 2023 após aumento de renda e superação da condição de pobreza. Segundo ele, considerando média de três pessoas por família, o número representa cerca de 15 milhões de brasileiros que deixaram de depender do programa social.

“As famílias saíram do Bolsa Família porque saíram da pobreza. Essas pessoas passaram a trabalhar em supermercados, empresas, no setor público. Tem filho de lavrador que virou agrônomo, gente que se formou em medicina”, afirmou o ministro, nesta quarta-feira 27, durante participação no programa “Bom Dia, Ministro”, do CanalGov.

Wellington Dias foto Fabio Rodrigues Pozzebom Agência Brasil
Ministro Wellington Dias (MDS) - Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

As declarações ocorreram após a repercussão de críticas feitas pelo apresentador Luciano Huck ao programa social em um evento fechado para empresários realizado no último sábado 23. Sem citar nominalmente Huck, Wellington Dias afirmou que o episódio foi “feio” e criticou o preconceito contra a população mais pobre.

“É preciso aproveitar fatos como esse para que a gente enterre de vez o preconceito que se tem aos mais pobres. Somos um país que viveu a casa grande e a senzala. E infelizmente isso ainda está muito entranhado nas pessoas”, declarou.

Durante o evento empresarial, Luciano Huck afirmou que o Brasil é atualmente “muito ineficiente em todas as frentes” e citou o Bolsa Família como exemplo. Segundo o apresentador, o programa não criaria estímulos suficientes para que famílias deixem o benefício.

A declaração repercutiu nas redes sociais e gerou críticas de apoiadores do governo e de setores ligados a políticas sociais. Após a repercussão negativa, o apresentador publicou uma nota no Instagram afirmando que sua fala havia sido retirada de contexto. Huck disse não ser contrário aos programas de transferência de renda, mas defensor do aperfeiçoamento permanente das políticas públicas.

Na entrevista desta quarta-feira, Wellington Dias destacou ainda que milhões de beneficiários trabalham formalmente, mas continuam recebendo o auxílio porque ainda permanecem abaixo da linha da pobreza. Segundo ele, atualmente cerca de 7,1 milhões de beneficiários do Bolsa Família possuem carteira assinada.

O ministro citou a chamada Regra de Proteção, mecanismo criado para evitar que trabalhadores percam imediatamente o benefício ao conseguir emprego formal. Pela regra, famílias que ultrapassam a linha de pobreza de R$ 218 por pessoa, mas permanecem abaixo de R$ 706 per capita, continuam recebendo metade do Bolsa Família por até 12 meses.