Num momento em que o Supremo Tribunal Federal (STF) tem apenas uma ministra (Cármen Lúcia) entre seus 10 magistrados, 51% dos brasileiros dizem ser muito importante e 18% um pouco importante a escolha de uma mulher para a corte. Outros 27% afirmam não ser nada importante esse critério.
Além disso, 46% dizem ser muito importante e 16% um pouco importante a indicação de uma pessoa negra, enquanto 34% afirmam que essa condição não tem importância para a composição do tribunal. Atualmente, só dois ministros do STF se declaram pardos (Kassio Nunes Marques e Flávio Dino) — os demais são brancos.

As opiniões foram coletadas em pesquisa Datafolha realizada na semana passada, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-00290/2026. Foram ouvidas 2.004 pessoas em 139 municípios de todo o país, na terça 12 e na quarta 13.
O STF está com a vaga de seu 11º ministro em aberto desde a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, em outubro de 2025.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicou Jorge Messias, advogado-geral da União, para substituí-lo, mas sofreu no mês passado uma derrota histórica no Senado — a primeira rejeição, desde 1894, de um escolhido pelo presidente da República para a corte.
Segundo a pesquisa Datafolha, 59% das pessoas não ficaram sabendo que Messias foi rejeitado. Entre os que souberam, 53% afirmam que isso deixou o governo mais fraco, enquanto 7% dizem que ficou mais forte. Para 36%, o episódio não interferiu na força da gestão Lula.
O levantamento do Datafolha aponta que 46% dos brasileiros dizem ser muito importante e 20% um pouco importante que a pessoa escolhida seja religiosa, característica que era apontada como um dos ativos de Messias, evangélico cuja indicação também era vista como aceno do atual presidente a esse segmento.
Preferências do eleitorado para o STF
Qual a importância de ter uma mulher como ministra do STF?
- Muito importante: 51%
- Um pouco importante: 18%
- Nada importante: 27%
- Não sabem: 3%