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Economia

Lula quer plano de contingência para setores afetados por tarifas dos EUA com foco na preservação de empregos

Presidente reúne ministros nesta segunda 11 para definir medidas; governo avalia modelo semelhante ao adotado na pandemia, mas com resistência à redução salarial
Redação
11/08/2025 | 13:58

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinalizou a interlocutores, na manhã desta segunda-feira 11, que pretende priorizar a manutenção de empregos no plano de contingência para empresas afetadas pelas tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a produtos brasileiros.

De acordo com fontes do Palácio do Planalto, Lula disse a ministros que quer lançar o plano ainda nesta segunda-feira 11 e que é hora de apresentar boas notícias aos setores atingidos pela sobretaxa.

goveRio Grande do Norteo Lula admite possibilidade de 4º mandato, mas diz que só concorre se estiver com “100% de saúde” - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Lula discute com ministros plano para setores atingidos por sobretaxa de produtos brasileiros pelos EUA - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Os detalhes foram enviados ao Planalto pelo Ministério da Fazenda na última quarta-feira (6), mas o presidente ainda não concordou com todos os pontos. No fim da tarde, Lula deve se reunir com os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, da Agricultura, Carlos Fávaro, e com o vice-presidente Geraldo Alckmin para definir as medidas. O anúncio oficial dependerá do encontro.

Segundo interlocutores, Lula exige garantias de que os setores contemplados manterão as vagas atuais. Empresários pedem um programa semelhante ao adotado durante a pandemia de covid-19, que permitia redução de jornada de trabalho, corte de salários e possibilidade de férias coletivas, com pagamento complementar pelo governo federal nos moldes do Benefício Emergencial para Preservação do Emprego e da Renda (BEm).

O presidente, no entanto, teria demonstrado preocupação de que a redução salarial prejudique o poder de compra da população e impacte a popularidade do governo. Outros ministros, como Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), também se posicionam contra a redução proporcional de salários nas discussões internas.

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