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Crime

Vídeos nas redes sociais revelam estupro coletivo de duas crianças em São Paulo; família deixa comunidade após ameaças

Crime ocorreu na Zona Leste da capital paulista e mobilizou investigação que já identificou cinco suspeitos'
Redação
03/05/2026 | 15:15

A Polícia Civil de São Paulo revelou neste domingo 3 detalhes de um caso de extrema violência ocorrido em São Miguel Paulista, na Zona Leste da capital. Duas crianças, de 7 e 10 anos, foram vítimas de estupro coletivo no último dia 21 de abril.

Segundo os investigadores, o crime só chegou ao conhecimento das autoridades três dias depois, quando a irmã de uma das vítimas reconheceu o menino em vídeos que circulavam nas redes sociais e procurou uma delegacia para denunciar o caso.

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Alessandro Martins dos Santos foi preso na Bahia suspeito de participação em estupro coletivo de duas crianças em São Paulo Foto: Montagem/g1/Reprodução/GCM de Brejões

De acordo com a polícia, a família vinha sofrendo pressão para não registrar boletim de ocorrência e resolver a situação dentro da própria comunidade. Após a repercussão, parentes deixaram o local por medo de represálias e ameaças.

As investigações apontam que os suspeitos conheciam as vítimas e convenceram as crianças a ir até um imóvel com a promessa de soltar pipa. No local, os abusos ocorreram e teriam sido gravados em vídeo.

Ao todo, cinco suspeitos foram identificados: quatro adolescentes e um adulto de 21 anos. Três menores já foram apreendidos. Outro adolescente segue foragido. O suspeito maior de idade, Alessandro Martins dos Santos, foi preso no interior da Bahia e aguarda transferência para São Paulo.

Além da responsabilização dos autores, a Polícia Civil também investiga quem espalhou os vídeos nas redes sociais. A suspeita é de que o material tenha sido compartilhado inicialmente por aplicativos de mensagens antes de viralizar.

As duas crianças e seus familiares foram incluídos em rede de proteção social da Prefeitura de São Paulo. Segundo o poder público, elas recebem atendimento médico, psicológico e assistência especializada em local mantido sob sigilo.

Moradores da região realizaram protestos cobrando justiça após a confirmação do caso e a prisão de parte dos envolvidos.