O candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, intensificou nesta terça-feira 4 os ataques aos principais adversários na disputa pelo Palácio do Planalto. Durante sabatina promovida pela empresa de educação executiva G4 em parceria com o portal O Antagonista, ele afirmou que um quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seria um “Dilma 2 piorado” e acusou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de colocar os interesses da família acima dos problemas nacionais.
Ao buscar se diferenciar dos dois adversários, Caiado mencionou as investigações sobre “rachadinha” envolvendo Flávio e o escândalo do mensalão, ocorrido durante o primeiro governo Lula. “Vocês já me viram em rachadinha? Vocês já me viram em mensalão?”, questionou.

O ex-governador de Goiás afirmou que, se eleito, comandará o País com “autoridade moral” e buscará fortalecer novamente o poder da Presidência da República. “Não se governa pelo discurso. Governa-se pelo exemplo de vida”, declarou. “Eu resgatarei o presidencialismo no Brasil”, acrescentou.
Caiado também acusou Flávio Bolsonaro de estar mais preocupado em “salvar os escândalos da família dele do que em salvar o País”. Nas últimas semanas, o candidato do PSD elevou o tom contra o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) numa tentativa de ampliar seu espaço na corrida presidencial.
Ao tratar da economia, Caiado defendeu uma gestão pautada pela responsabilidade fiscal e pela previsibilidade. Segundo ele, a recuperação da confiança do mercado dependerá da capacidade do próximo presidente de controlar os gastos e administrar os recursos públicos com rigor. “Colocando o Caiado, vocês vão ter previsibilidade”, afirmou.
O candidato prometeu promover um ajuste fiscal “cortando na carne” e apontou medidas adotadas durante sua gestão em Goiás como exemplo da política que pretende aplicar no governo federal.
Também participaram da sabatina, em entrevistas separadas, os candidatos Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Flávio Bolsonaro. Lula, que aparece entre os nomes mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto, foi convidado, mas não compareceu.