A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte reforçou, nesta sexta-feira 17, o alerta sobre os casos de ciguatera registrados no estado e orientou a população sobre os cuidados na compra e no consumo de pescados. Em vídeo divulgado pela pasta, o secretário de Saúde, Alexandre Motta, explicou os principais sintomas da intoxicação e destacou as espécies de peixes mais frequentemente associadas à doença.
A ciguatera é uma intoxicação alimentar causada pela ingestão de peixes contaminados pela ciguatoxina, uma neurotoxina produzida por microalgas marinhas que se acumula em algumas espécies de peixes predadores.

Segundo a Secretaria de Saúde, os sintomas podem surgir poucos minutos após o consumo do pescado ou levar até 48 horas para aparecer.
Entre os principais sintomas estão:
- Dor abdominal;
- Náuseas;
- Vômitos;
- Diarreia;
- Coceira intensa;
- Dores no corpo;
- Dormência ou formigamento na língua e nas extremidades;
- Inversão térmica (sensação de quente como frio e vice-versa);
- Dor de cabeça;
- Fadiga;
- Fraqueza;
- Tontura;
- Gosto metálico na boca.
Em quadros mais graves, a intoxicação pode provocar complicações que exigem atendimento médico imediato.
Peixes de maior risco
A Secretaria de Saúde informou que algumas espécies aparecem com maior frequência nas investigações epidemiológicas relacionadas aos casos de ciguatera. Entre elas estão:
- Bicuda (barracuda);
- Arabaiana;
- Dourado;
- Cioba;
- Pescada-branca;
- Galo-do-alto;
- Pargo;
- Sirigado;
- Robalo.
A pasta ressalta que isso não significa que todos os peixes dessas espécies estejam contaminados, mas que eles são os mais frequentemente associados aos casos investigados.
Orientação à população
A recomendação da Secretaria de Saúde é que os consumidores adquiram pescados apenas em estabelecimentos regularizados e procurem atendimento médico caso apresentem sintomas após o consumo.
Outra orientação importante é não descartar o peixe consumido, já que a confirmação da ciguatera depende da análise laboratorial do alimento, o que auxilia na investigação e no controle de novos casos.