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Crime

Justiça concede semiaberto a PM condenado por matar Zaira Cruz; mãe da vítima critica

Réu foi condenado a 20 anos por homicídio qualificado e estupro; decisão contrariou parecer do Ministério Público
Redação
17/03/2026 | 08:37

A decisão da Justiça que concedeu progressão de regime ao policial militar Pedro Inácio, condenado pela morte de Zaira Cruz, gerou reação da família da vítima. O réu deixou o sistema prisional nesta segunda-feira 16 após autorização para cumprir pena em regime semiaberto.

Em entrevista ao blog de Ismael Medeiros, a mãe da jovem, Ozanete Dantas, criticou a decisão. “Eu grito por justiça há quase sete anos. Como mãe, como mulher e como ser humano, fico muito chateada. Ele está solto e eu é quem estou condenada”, afirmou.

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Crime ocorreu durante o carnaval de 2019 em Caicó - Foto: reprodução

Justiça autorizou progressão mesmo com parecer contrário

A progressão foi concedida mesmo após manifestação contrária do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), que havia solicitado a realização de exame criminológico para avaliar se o condenado estava apto a deixar o regime fechado.

A defesa de Pedro Inácio argumentou que ele já cumpria os requisitos legais para a mudança de regime. Entre os pontos apresentados estão:

  • cumprimento da fração mínima da pena;
  • 560 dias de remição;
  • bom comportamento carcerário;
  • ausência de faltas disciplinares.

O magistrado entendeu que os requisitos objetivos e subjetivos previstos na legislação foram atendidos e autorizou a progressão.

Caso ocorreu no carnaval de 2019 em Caicó

O crime ocorreu durante o carnaval de 2019, em Caicó, quando Zaira Cruz, de 22 anos, foi encontrada morta após desaparecer durante a festa.

O caso teve repercussão no Rio Grande do Norte e mobilizou a opinião pública.

Após a tramitação judicial, Pedro Inácio foi condenado a 20 anos de prisão em regime fechado pelos crimes de homicídio qualificado e estupro.