O Brasil tem em Paris-2024 seu melhor desempenho em Olimpíadas no judô. Com o ouro de Beatriz Souza, na categoria acima de 78kg, são agora três medalhas na edição, uma de cada cor. O resultado, inclusive, colocou o Brasil como o quinto melhor país da história do judô olímpico.
No total de medalhas, o resultado de Londres-2012 ainda é maior: um ouro e três bronzes. Mas naquela edição não houve medalha de prata, como agora. Portanto, utilizando o critério padrão do ranking de medalhas, o desempenho de Paris-2024 é superior, com um ouro, uma prata e um bronze.
Bia Souza venceu a israelense Raz Hershko, segunda melhor colocada do ranking mundial, e faturou o ouro em sua estreia em Olimpíada, aos 26 anos. A brasileira saiu na frente na luta após aplicar waza-ari contra a israelense e garantiu o primeiro ponto do combate. A partir daí, começou a ditar o ritmo da luta e se segurou bem até o final para garantir a medalha de ouro.
A brasileira número 5 do mundo entrou direto nas oitavas de final e venceu a nicaraguense Izayana Marenco por ippon, a sul-coreana Kim Hayun por waza-ari, com direito a revisão no vídeo já no golden score, e a francesa Romane Dicko, por ippon por imobilização, até chegar na decisão. Na final, Bia venceu a israelense Raz Hershko após um waza-ari no tempo regulamentar.
Caçula da família, Beatriz seguiu os passos do pai no judô e conquistou sua primeira medalha aos sete anos. Aos 15, deixou Peruíbe e se mudou para São Paulo, onde conciliou estudos e treinos. A atleta chega em Paris com status de medalhista de bronze no Pan de Santiago e eleita a melhor judoca de 2023 pelo COB.
Em Tóquio-2020, Bia perdeu a vaga para Maria Suelen Altheman, que hoje é sua treinadora no Pinheiros. A ausência a fez treinar mais forte para chegar como esperança de medalha em Paris, na sua primeira disputa olímpica.l
