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Saúde
Indígenas do Maranhão usam remédio de jenipapo e maconha contra a Covid-19
Garrafadas são comuns na região para tratar as mais diversas doenças. Não há comprovação da eficácia, mas povos confiam nas ervas
Metrópoles
11/10/2020 | 09:19

Na aldeia de Bacurizinho, que abriga índios da etnia Guajajara, no centro do Maranhão, uma farmácia de remédios naturais para as mais diversas doenças – entre elas a Covid-19 – chama a atenção. No território indígena banhado pelo Rio Grajaú, garrafadas de medicamentos naturais são expostas e penduradas acima do balcão, com a indicação da doença para as quais são recomendadas.

Os ingredientes são vários, todos extraídos de plantas da região, como o jenipapo e a cannabis sativa (a planta da maconha). Edilene Souza Guajajara, conselheira de saúde que prepara e vende os fármacos naturais para a comunidade, dá as receitas para tratamento do novo coronavírus.

Não há comprovação científica da eficácia dos tratamentos segundo a ciência do homem branco, mas a cultura indígena tem suas próprias crenças e uma medicina tradicional.

Segundo a conselheira, houve medo com chegada da Covid-19, mas esses remédios vêm ajudando muito os indígenas da região a se curarem. “Alguns parentes que não queriam ir para cidade e o hospital tomaram esse remédio caseiro e muitos foram curados. Fizemos uma garrafada também para as crianças tomarem, com casca de cumaru e sucupira”, descreve.

É importante lembrar que os não indígenas não têm um tratamento específico para a Covid-19 até agora e o que se faz em boa parte dos casos é tratar os sintomas, como febre e dores. Ainda não há remédio ou vacina contra o coronavírus.

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