Um homem considerado foragido da Justiça e apontado como um dos responsáveis pelo planejamento de um atentado contra um delegado do Rio Grande do Norte foi preso nesta quarta-feira 6, no município de Paulista, em Pernambuco.
A prisão ocorreu durante a Operação “Contra-Ataque”, realizada de forma conjunta pelas Polícias Civis do Rio Grande do Norte e de Pernambuco. A ação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa envolvida no tráfico interestadual de drogas e armas.

Segundo as investigações, o grupo também estaria por trás de um plano para executar um delegado potiguar, em retaliação às operações policiais realizadas contra a facção na cidade de João Câmara e região. Considerado de alta periculosidade, o suspeito estava escondido em Pernambuco e tinha dois mandados de prisão em aberto, que foram cumpridos no momento da captura.
De acordo com a apuração policial, o homem atuava como fornecedor de entorpecentes em larga escala para o Rio Grande do Norte, integrando uma rede criminosa que também envolve lavagem de dinheiro e crimes violentos. Ele também teria participado diretamente do planejamento do atentado, sendo responsável por viabilizar armamento de grosso calibre para a ação.
O inquérito que investigou o plano já foi concluído e encaminhado ao Judiciário. O Ministério Público do Rio Grande do Norte denunciou o suspeito e outros sete investigados, incluindo uma advogada, por envolvimento na organização criminosa e na preparação do atentado.
Após a prisão, o homem foi submetido aos procedimentos legais e encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
Advogada teria repassado ordem para atentado
De acordo com a denúncia do Ministério Público, a advogada teria atuado como intermediária, transmitindo ordens do líder da facção, que está preso, para que o delegado Luciano Augusto, titular da 85ª Delegacia de Polícia Civil de João Câmara, fosse executado. Segundo o órgão, ela utilizava visitas ao sistema prisional para repassar orientações aos integrantes da organização que estavam em liberdade.
As investigações apontam que a facção, ligada ao chamado Sindicato do Crime, atua no tráfico de drogas e no controle de territórios em municípios como João Câmara e Caiçara do Norte. As provas foram obtidas a partir da análise de celulares apreendidos, que continham mensagens detalhando o funcionamento do grupo e o planejamento do crime.
Ainda segundo o Ministério Público, os criminosos buscavam adquirir armas de alto poder de destruição, como fuzis, para executar o atentado. Registros encontrados nos aparelhos também mostravam imagens de armamentos, munições e grandes quantidades de drogas prontas para distribuição.
Em depoimento ao Ministério Público, o delegado Luciano Augusto afirmou que o plano teria sido motivado pelos prejuízos causados à organização criminosa após operações policiais. Após a descoberta do plano, o líder da facção e um de seus irmãos foram transferidos para o sistema penitenciário federal.