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Crise
Hering vai encerrar contratos com facções têxteis do RN; “Devemos procurar novos clientes”, diz Fiern
Empresa do setor de vestuário iniciou o descredenciamento de oficinas de costura que funcionam no interior do Rio Grande do Norte
Redação
21/09/2020 | 13:07

A Companhia Hering iniciou o descredenciamento de oficinas de costura que funcionam no interior do Rio Grande do Norte. As facções têxteis potiguares forneciam peças de vestuários para as lojas da marca em todo o País.

A saída é reflexo da crise gerada pela pandemia do novo coronavírus. Em maio, a companhia desligou cerca de 170 funcionários da matriz, em Blumenau. Os cortes também atingiram algumas lojas próprias e outras plantas industriais espalhadas pelo país. Ao todo, foram em torno de 750 demissões desde o início da pandemia.

No Rio Grande do Norte, a Companhia Hering atua com aproximadamente 270 colaboradores diretos e cinquenta facções terceirizadas. São 180 mil peças por mês nas linhas de jeans e tecido plano.

A Fiern informou, em nota oficial, que iniciou a prospecção de novos clientes para as oficinas de costura do interior e, inclusive, empresas pernambucanas e cearenses estão em tratativas para a compra desses serviços.

Veja a nota da Fiern sobre a Hering

A FIERN soube, no início do segundo semestre de 2020, que a HERING estava descredenciando oficinas de costura no interior do Rio Grande do Norte. A presidência desta entidade agendou, de imediato, uma reunião com a direção da empresa e a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, ocasião em que foi feito um apelo à HERING para que não ocorressem os distratos com as pequenas indústrias do interior, assim como, foi reiterado o apoio da FIERN – e do Governo do Estado – para a permanência das atividades de produção no Rio Grande do Norte.

Lamentavelmente, a diretoria da HERING noticiou os prejuízos que já vinham ocorrendo agravados, significativamente, pelo fechamento das lojas – em todo o Brasil – em razão da pandemia de Covid-19, considerando que a maioria estava localizada em ambientes de shopping centers. Quem decide, de fato, o tamanho da produção de qualquer empresa é o mercado. Não é possível uma intervenção. O que era possível foi feito: a FIERN procurou a empresa, fez o apelo, apresentou meios para apoiá-la. Aliás, assim tem sido feito em relação a todas as empresas que se interessam pelo Rio Grande do Norte.

Recentemente, neste sentido, a FIERN e o SENAI estão apoiando as oficinas de costura na prospecção de novos clientes, particularmente, empresas pernambucanas e cearenses que estão em tratativas para compra de serviços no interior potiguar. Portanto, se a HERING, por razões de mercado, está reposicionando seu negócio, devemos conjuntamente procurar novos clientes para as oficinas de costura que são células estratégicas e relevantes de geração de emprego e renda, indispensáveis ao desenvolvimento econômico do Rio Grande do Norte.

Natal, 21 de setembro de 2020.

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