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Plano de golpe

General da reserva Augusto Heleno se cala no STF e só responde à própria defesa em inquérito sobre golpe

Ele optou por não responder às perguntas formuladas pelo relator, pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pelos advogados de outros réus
Redação
10/06/2025 | 12:32

O general da reserva Augusto Heleno, ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante o governo de Jair Bolsonaro, permaneceu em silêncio durante o interrogatório no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira 10. Ele é réu no inquérito que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições presidenciais de 2022.

A opção de Heleno foi comunicada logo no início da audiência por seu advogado, Matheus Milanezi, ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo. De acordo com a Constituição Federal, réus têm o direito de não produzir provas contra si.

General da reserva Augusto Heleno se cala no STF e só responde à própria defesa em inquérito sobre golpe - Foto: Reprodução/TV Justiça
General da reserva Augusto Heleno se cala no STF e só responde à própria defesa em inquérito sobre golpe - Foto: Reprodução/TV Justiça

Segundo Milanezi, o general decidiu fazer uso parcial do direito ao silêncio. Ele optou por não responder às perguntas formuladas pelo relator, pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pelos advogados de outros réus. No entanto, respondeu aos questionamentos feitos exclusivamente por sua própria defesa.

“Ele fará uso parcial do seu direito e responderá única e exclusivamente às perguntas formuladas por sua defesa”, disse o advogado durante a audiência.

Augusto Heleno é um dos investigados no inquérito conduzido no STF que apura a atuação de integrantes do alto escalão do governo anterior em articulações supostamente voltadas à tentativa de invalidar o resultado das eleições que levaram à vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A investigação foi deflagrada com base em delações premiadas e documentos obtidos pela Polícia Federal, e envolve outros nomes ligados ao núcleo político e militar do governo Bolsonaro.

O processo segue sob sigilo parcial e está sob responsabilidade do ministro Alexandre de Moraes. O STF ainda avalia novos depoimentos, desdobramentos e possíveis denúncias da PGR com base nas provas colhidas até o momento.