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Música

Cantor potiguar Filipe Toca é indicado ao prêmio da música brasileira

No dia que as nomeações saíram, o cantor agradeceu e comentou sobre o novo ciclo de trabalho
Luana Costa
29/05/2024 | 11:18

“Quando eu vi o meu nome, bateu uma felicidade enorme”. Foi essa a reação do cantor potiguar Filipe Toca, de 30 anos, ao ver seu nome entre as indicações de um dos mais importantes prêmios da indústria musical no Brasil, o Prêmio da Música Brasileira. Na categoria Intérprete – Canção Popular, o artista concorre ao lado de nomes como Léo Santana, João Gomes, Gabriel Sater e Edson Cordeiro.

“Não era algo que eu esperava de nenhuma forma. Eu fiquei até surpreso, porque quando eu vi a indicação, quando eu vi, na verdade, que saiu a lista dos indicados do prêmio, eu fui olhar de uma maneira muito despretensiosa, porque eu imaginava que as pessoas que são indicadas recebessem um comunicado antes e tal, mas não é assim, não. Eles indicaram e não me informaram antes, deixaram surpresa mesmo”, disse Filipe à Revista Cultue.

filipe
Filipe Toca. Foto: Diego Marcel

A premiação, conhecida inicialmente como Prêmio Sharp, nasceu em 1987 e tem o objetivo de incentivar o talento e a cultura musical das diferentes regiões do país. Para o cantor, sonhar com a indicação sempre foi algo certo, mas ainda se passava pela cabeça que ainda tinha muito o que conquistar e um longo caminho para chegar neste momento.

“Quando eu estava começando a escrever minhas músicas pra lançar e tendo meu primeiro contato com essa história de querer ser um artista da cena nacional, da Música Popular Brasileira, eu estava no meu sonho. Ser indicado para uma premiação dessa, dessa magnitude, sempre foi um sonho muito distante, sabe? E a vida vai mostrando que não é tão distante assim, que as coisas não estão tão longe como a gente imagina no começo”, relatou.

Ao analisar a categoria em que concorre, Filipe define como “um puro suco de Brasil” e explica que mesmo sendo nomeada como Canção Popular, não significa que está diretamente ligada aos números ou alcances que as músicas têm. Por outro lado, ele diz, que entre os cinco indicados existem diferentes proporções, mas que todos estão ligados aos ritmos brasileiros.

No dia que as nomeações saíram, o cantor foi às redes sociais para agradecer e comentou sobre o novo ciclo de trabalho que tinha iniciado há dois anos, ao passar por um processo de aproximação cada vez maior da música brasileiro. Filipe, filho de mãe baiana, teve contato com a música brasileira desde criança por influência da família. “Quando eu comecei lá em 2010 a ter o primeiro contato profissional com música, eu experimentei de tudo. Eu era muito novo, tinha 16 anos de idade só, e fui fazendo de tudo, já toquei samba, toquei axé, toquei reggae, e quando eu percebi que eu gostava de tudo, eu pensei cara, eu preciso dar um jeito de isso fazer sentido, sabe, para um trabalho”, frisou.

E continuou: “De dois anos para cá foi que eu comecei a conseguir sintetizar tudo que eu acho que combina com o meu trabalho dentro da música brasileira em um produto único. Eu não mudei nada. Não deixei de fazer nada. Eu simplesmente acrescentei todas as minhas referências e fui chegando num resultado final”.

Processo descrito por ele como comum para alguns artistas, Filipe se mudou de Natal para São Paulo para ter mais visibilidade no mundo musical. Para ele, a saída da capital potiguar foi fundamental para seu crescimento como artista. No entanto, apesar de entender que a cidade o limitava como cantor, o artista afirma que ainda assim carrega referências potiguares.

“Boa parte das minhas referências musicais são natalenses. Grandes artistas, como Jubileu Filho, Khrystal, Rastafeeling, fazem super minha cabeça. Todos os artistas com que eu tive a oportunidade de trabalhar, mas a cidade em si não colabora tanto porque é uma cidade pequena, com poucos recursos, então acaba que o artista ele fica limitado a tocar sempre nos mesmos eventos, para o mesmo público, e chega uma hora que fica um pouco difícil de se reinventar, então eu acho que isso. Sair de Natal, nem que seja, eventualmente, é importante”.

Mesmo mudando de morada, Filipe permaneceu com sua essência da MPB, mesmo com o mercado propício a adaptação dos cantores aos estilos musicais que gerem grandes números de ouvintes nas plataformas digitais. “Apesar de ter mudado de cidade, a minha cultura nordestina, a minha essência enquanto pessoa mesmo, sempre fala mais alto. Uma coisa que eu percebi é que às vezes é importante você sair do seu lugar para ver o quanto você ama aquela cultura e aquele lugar. Você se adapta porque o mercado está bombando para um lado, é um tiro no pé, porque o mercado muda o tempo todo, então você nunca vai conseguir acompanhar o mercado 100%”, enfatizou.

Com a chegada de novos talentos, Filipe Toca observa que a MPB está voltando a ser interessante para os artistas jovens. Descrito por ele como um ciclo natural, o gênero musical sempre teve seus altos e baixos, mas nunca caiu no esquecimento. Também quando referenciada a grandes nomes nacionais, ele afirma que existe espaço para todos os novos artistas se inspirarem e lançarem suas músicas.

“Vez por outra você vai ver um artista novo revisitando ritmos que um outro artista mais antigo foi pioneiro. Eu acho que tem espaço para todos, que cada um tem uma história e cada um tem um ponto de partida. O mal do mundo hoje é que existe muita comparação, então quando a gente pensa em carreira musical a gente começa a pensar como é que alguém fez para poder chegar onde chegou e não é muito por aí, porque cada um começa de um lugar”, comentou.

Sobre a importância de passar um pouco da MPB de geração em geração, o artista comenta sobre a espera de seu filho, Caetano, e sobre como pretende passar seus ensinamentos musicais e sua paixão em relação à cultura brasileira para ele. “Quanto mais jovens a gente converter, isso falando positivamente, para gostar do Brasil e da cultura brasileira, melhor para nós. Porque existe uma tendência muito grande da gente consumir o que é de fora. Então eu, enquanto artista brasileiro e nordestino, com certeza quero passar isso pra Caetano, para que ele seja uma pessoa que, sendo artista ou não, vai amar e valorizar essa cultura nossa”, explicou.

Assim como ansiedade para o futuro filho, Filipe Toca também fala sobre seu futuro artístico. Sobre isso, ele revela a produção de um novo álbum, em homenagem ao cantor Geraldo Azevedo, que já está com 50% da produção finalizada. Além disso, ele também conta sobre o lançamento de um feat com o duo Àvuà, artistas que o cantor conheceu em São Paulo. “Por hora, é o que eu tenho de previsão. Mas o mais legal de tudo é que a gente nunca sabe o que está por vir, e espero também, além de executar esses trabalhos que já estão previstos, me surpreender positivamente também com que a vida quiser me mostrar”, finalizou.

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