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Homicídio
Filho se inspirou em ritual de sacrifício para esquartejar a mãe, diz polícia
Suspeito de 30 anos foi indiciado por homicídio, ocultação de cadáver e feminicídio pelo crime ocorrido em Santa Luzia (MG), em julho deste ano
Redação
11/09/2020 | 15:52

O homem de 30 anos preso suspeito de matar e esquartejar a mãe, em Santa Luzia, na Grande BH, teria se inspirado em um ritual religioso para cometer o crime.

A informação foi divulgada pela delegada responsável pelo caso, Adriana Rosa, nesta sexta-feira 11, junto com o anúncio do indiciamento do jovem pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, ocultação de cadáver e feminicídio.

— Uma equipe [de investigação] voltou até a casa [da vítima], fez buscas e localizou cadernos com anotações de estudos bíblicos. Com base em conhecimentos de algumas pessoas da equipe, chegaram a uma passagem em que se tem um ritual de sacrifício para expiação de pecados, que se assemelha muito com a forma como ele realizou este esquartejamento.

O corpo de Riziomar Monteiro Ferreira da Silva, de 52 anos, foi encontrado em uma mala, às margens da MG-10, rodovia que liga BH ao Aeroporto Internacioanal de Confins, no dia 24 de julho. Roupas e documentos da vítima foram deixados no local. Uma receita de bolo de um curso de alfabetização ajudou na identificação.

A perícia apontou que o suspeito agrediu a mãe antes de matá-la. A causa da morte de Riziomar foi um traumatismo craniano.

— A gente acredita que tenha premeditado sim. Neste dia, ele [o suspeito] dormiu na casa da vítima e se preparou para isso.

O suspeito contratou um serviço de carreto para transportar a mala. Os investigadores concluíram que o motorista não teve envolvimento com o crime e não sabia o que estava transportando.

Problemas psiquiátricos

Um exame de sanidade mental comprovou que o preso tem distúrbios psiquiátricos e, por isso, ele não pode ser preso pelo crime. Caso seja considerado culpado pelo júri que vai julgá-lo, o homem deverá passar por um tratamento psiquiátrico, conforme explica a delegada Adriana Rosa.

— Para a investigação, esse diagnóstico não interfere em absolutamente nada. Ele vai interferir ao final, na caracterização do tipo de pena, que é substituída por medida de segurança. Essa medida não tem tempo certo. Para ele ser liberado, vai depender de um laudo psiquiátrico atestando que ele tem condições de viver em sociedade.

Histórico

O jovem já foi preso outras vezes. Em 2012, aos 23 anos, ele chegou a ser detido por estupro de vulnerável. O suspeito teria se encontrado com uma jovem com deficiência mental na porta de uma igreja, em Santa Luzia, e a levado para um motel.

O Ministério Publico ofereceu denúncia sobre o caso em 2015, mas até hoje não houve condenação. Três anos antes, em 2009, o jovem foi preso por uso de documento falso. Ele embarcou em um ônibus com um cartão de passe livre falso e, após ser descoberto, ainda teria ameaçado um dos fiscais do coletivo.

A polícia apurou que Riziomar e o filho também tinham um histórico de brigas e desentendimentos. A reportagem não conseguiu contato com a defesa do suspeito.

*Com informações do R7

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