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Música
Febre RBD! O que explica sucesso da banda adolescente 11 anos após o fim?
Integrantes têm superado recordes de bandas que estão no auge e podem fazer maior bilheteria da história, com um show on-line
Metrópoles
18/10/2020 | 17:40

São 11 anos de hiato entre o último disco lançado, em 2009, e o reencontro virtual com os fãs, marcado para 26 de dezembro. Ainda assim, desde que os integrantes do RBD publicaram o registro de uma reuniãozinha entre amigos, no fim do ano passado, um clima de nostalgia e ansiedade invadiu a geração rebelde. Meses depois, com as músicas finalmente integradas aos catálogos de streaming e uma live-show anunciada, o grupo mexicano não só mostrou que está vivo, como disparou a bater recordes.

Para se ter uma ideia, nas primeiras 24 horas disponíveis no Spotify, a playlist This Is RBD desbancou o recorde de curtidas que até então era do BTS. Foram 175 mil assinaturas em seu primeiro dia no ar, contra 125 mil da banda sul-coreana. Os mexicanos também conseguiram colocar nove faixas no TOP 200 do Spotify mundial, com canções no chart de 16 países. No Brasil, foram 32 músicas no TOP 200 e sete no TOP 50.

Apesar do preço elevado dos ingressos e do desfalque já anunciado — Dulce Maria e Alfonso Herrera não irão se apresentar junto com Anahí, Maite Perroni, Christian Chávez e Christopher Uckermann no final do ano — o tributo ao sexteto também pode superar a marca de maior bilheteria da história.

Atualmente, o título também é do BTS. A live feita pela banda de k-pop, em junho deste ano, foi vista em 107 países e teve 350 mil ingressos vendidos. Resultado que deve ser batido com facilidade pelo RBD, que, em 15 dias, comercializou pelo menos R$ 100 mil ingressos.

Febre que marcou uma geração

Em uma época em que não havia tantos ídolos latinos para que jovens se inspirassem, o enredo em torno de um grupo de alunos de um colégio interno, vivenciando temáticas comuns a muitos adolescentes, entregou à produção da Televisa um sucesso esperado. Mas, como explicar tantos recordes uma década depois, uma vez que grande parte dos fãs já superou as temáticas abordadas pela banda?

Ainda que já tenhamos vivenciado o fashback exitoso de outras bandas e artistas teen — de Spice Girls à Rouge e Sandy e Junior — nenhum deles se compara às marcas recentemente atingidas pelo RBD, o que pode ser explicado por alguns fatores.

Para começar, a novela foi exibida em mais de 30 países, como Brasil, Estados Unidos, Espanha, Polônia e Argentina. A banda também fez turnês internacionais e se dissolveu em 2009, quando as redes sociais já existiam, o que levou o público a nunca perder seus astros de vista. O momento escolhido para o “retorno”, com fãs isolados e atentos às redes sociais, também pode ter sido propício.

Aos 27 anos, Vanessa Ferreira, guarda fotos, pôster e canhotos de ingresso até hoje. Para ela, o acervo é lembrete de épocas felizes e sem preocupação ao lado das amigas. “RBD na época veio para mudar um pouco a rotina e os costumes dos jovens. A novela virou uma febre e era um compromisso diário junto com as amigas, usando gravata e cantando suas músicas. Éramos inocentes e felizes”, opina a fã de carteirinha.

Ela destaca que a forma como os artistas abordavam com leveza tabus jovens, como a descoberta do primeiro amor, problemas familiares, bullying e distúrbios alimentares, por exemplo, também gerou um laço com os fãs. “Os adolescentes que hoje são adultos passaram por tanta coisa ruim ou pesada demais que, ao lembrar de RBD, a frase que vem a cabeça é ‘éramos felizes e não sabíamos’”, reflete Vanessa.

A opinião é compartilhada por Felipe Abreu Camargos, de 29 anos. Para acompanhar a banda que ama, o jovem já fugiu de Minas Gerais com o objetivo de curtir um show gratuito no aniversário de Brasília; já passou uma temporada no México estudando e, uma década depois, segue fazendo o que for possível para estar perto dos ídolos. “Garanti o ingresso para a live mas só depois vi que havia um ticket que dava acesso ao backstage. Claro que comprei de novo, né?”, brinca o mineiro.

Ele, que iniciou sua jornada RBD por ser fã de Anahí, bastante conhecida antes da estreia do folhetim, destaca o discurso de respeito ao próximo e acolhimento pregado pelos artistas.

“O RBD veio e incluiu muitos jovens. Eram seis pessoas, com seis personalidades totalmente diferentes, que se completavam. Nos shows, sempre falando de tolerância, respeito, amor. Isso tudo ainda está muito vivo dentro das pessoas, principalmente nesses tempos de conflitos, de cobrar empatia um dos outros. Isso reacendeu esse espírito rebelde nas pessoas”, conclui.

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