A família de Itiel Alves de Lima, de 33 anos, busca na Justiça a transferência do paciente para um hospital com leito de UTI. Ele está internado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Pajuçara, em Natal, desde o dia 27 de janeiro, com um quadro grave no sistema respiratório. Segundo familiares, ainda não houve diagnóstico preciso sobre a causa do problema. As informações são da TV Tropical.
De acordo com o irmão do paciente, Ítalo Alves, o quadro clínico apresentou oscilações antes da sedação. “Antes da sedação, tinha dias que estava melhor, tinha dias que estava pior. Enfim, muita dispneia, né? A dificuldade para respirar”, afirmou.

Ele relatou ainda o impacto emocional da situação. “Mas, assim, em resumo, ele sedado é uma cena triste. Eu acho que qualquer pessoa que já teve um familiar sedado, você imagina várias coisas, passa pela sua cabeça várias coisas, mas os médicos tentam nos ajudar ali como podem, né? Mas é uma situação delicada”, disse.
Diante do agravamento do quadro, a família acionou a Defensoria Pública. O paciente já foi regulado e uma liminar determinando a transferência foi concedida. No entanto, segundo os familiares, a Secretaria Estadual de Saúde ainda não apresentou resposta.
Ítalo relatou demora na emissão de documentos médicos. “A gente sempre pedindo ali os documentos, o documento da regulação, o documento do laudo médico. O laudo médico só veio sair antes de ontem, depois da hora da visita. E com isso, na madrugada que saiu o laudo médico, meu irmão sofreu um agravamento, ele precisou ser intubado, está intubado hoje.”
Segundo ele, após a intubação, um novo laudo foi emitido. “E o médico refez o laudo indicando essa nova situação. Ontem nós viemos à defensoria, demos a entrada pela manhã cedo. Ainda ontem o juiz, graças a Deus, deu a liminar”, afirmou.
Enquanto aguarda a transferência, a família levanta orçamentos em hospitais privados credenciados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Caso não haja vaga em hospital público, a decisão judicial autoriza o bloqueio de verbas do Estado para custear o tratamento na rede privada.
“Os médicos lá estão tentando estabilizar ele, mas o quadro dele é grave, precisa ser tratado”, completou.
Na UPA Pajuçara, Itiel permanece sedado, e a família tem acesso ao paciente por apenas meia hora diária. O irmão relatou o impacto da situação na família. “É um misto de frustração, de angústia, de revolta, de tudo. Porque meu irmão é um cara novo. Tem dois filhos pequenos, uma esposa que está em casa chorando, a filha dele todo dia chora, todo dia pergunta quando o pai vai voltar e eu não consigo dizer nada.”
A Secretaria Estadual de Saúde informou que, em virtude do quadro clínico, o caso do paciente está vinculado a um hospital privado de Natal e é acompanhado pelo núcleo especializado do setor de regulação, que avalia, em conjunto com a unidade hospitalar, a possibilidade de transferência.