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Urnas eletrônicas

Fábio Dantas repete Bolsonaro e afirma que urnas não são auditadas

Candidato ao governo segue linha do presidente Bolsonaro, que vive atacando o sistema eleitoral brasileiro e as urnas eletrônicas
Adenilson Costa
04/08/2022 | 07:19

“Essa eleição não vai ter urna auditada, mas no futuro é importante ter”, declarou o candidato ao governo Fábio Dantas (SDD), ao lançar dúvidas, sem apresentar provas, em relação às urnas eletrônicas. Ele defendeu o aprimoramento do sistema de votação do País, sugerindo possível defesa na adoção do voto impresso.

“Eu confio nas instituições do País. Acho que todas elas precisam aprimorar. A questão da discussão dos últimos tempos vem desde o governo do PT. Na época, acho que em 2018, 2016, já havia essa necessidade de fazer a conferência da urna e aí tomou polêmica maior sem necessidade. Houve excessos dos dois lados. Essa eleição não vai ter urna auditada, mas no futuro é importante ter, porque a democracia precisa estar sempre vigilante e acho que nada mais importante do que ter a prova do crime, que vai comprovar que votamos em quem votamos”, afirmou.

fabio dantas
Fábio: “Tudo pode acontecer na democracia e com as coisas que são da internet” - Foto: Reprodução

Fábio Dantas segue a mesma linha do discurso adotado pelo presidente da República Jair Bolsonaro (PL), que tenta desqualificar o sistema eleitoral brasileiro e colocar em dúvidas a confiabilidade das urnas, assim como fez na reunião com embaixadores.

Contudo, o candidato ao governo do Estado assegurou confiar nas instituições brasileiras e falou que, apesar de o sistema não ser o ideal na ótica dele, vai para a eleição “com o que a gente tem”. Tudo pode acontecer na democracia e tudo pode acontecer com as coisas que são da internet, tudo pode acontecer, mas nunca houve e nada foi provado”, admitiu em entrevista à TV TCM, nesta terça-feira 2.

Apesar da declaração de Fábio Dantas, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já demonstrou diversas vezes que o sistema eletrônico de votação possui vários mecanismos de auditoria, inclusive em relação à contagem dos votos. Todo o processo pode ser acompanhado por partidos políticos e entidadese que a as urnas são inspecionadas antes, durante e após a eleição. Além disso, os equipamentos não são conectados à internet. Inúmeras entidades já concluíram que o voto é seguro e auditável.

URNA ELETRÔNICA É SEGURA
A Justiça Eleitoral utiliza o que há de mais moderno em termos de segurança da informação para garantir a integridade, a autenticidade e, quando necessário, o sigilo. Esses mecanismos foram postos à prova durante os Testes Públicos de Segurança, nos quais nenhuma tentativa de adulteração dos sistemas ou dos resultados da votação obteve êxito.

Um dos procedimentos de segurança que pode ser acompanhado pelo eleitor é a Cerimônia de Votação Paralela. Na véspera da eleição, em audiência pública, são sorteadas urnas para verificação. Essas urnas, que já estavam instaladas nos locais de votação, são conduzidas ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e substituídas por outras, preparadas com o mesmo procedimento das originais. No dia das eleições, também em cerimônia pública, as urnas sorteadas são submetidas à votação nas mesmas condições em que ocorreria na seção eleitoral, mas com o registro, em paralelo, dos votos depositados na urna eletrônica. Cada voto é registrado numa cédula de papel e, em seguida, replicado na urna eletrônica, tudo isso registrado em vídeo. Ao final do dia, no mesmo horário em que se encerra a votação, é feita a apuração das cédulas de papel e comparado o resultado com o boletim de urna.

Outro mecanismo bastante simples de verificação é a conferência do boletim de urna. Ao final da votação, o boletim com a apuração dos votos de uma seção transforma-se em documento público. O resultado de cada boletim pode ser facilmente confrontado com aquele publicado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na Internet, seja pela conferência do resultado de cada seção eleitoral, seja pela conferência do resultado da totalização final. Esse é um procedimento amplamente realizado pelos partidos políticos e coligações há muito tempo e que também pode ser feito pelo eleitor.

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