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Política

Ezequiel cita ‘medidas impopulares necessárias’ e diz que ‘governar é ter coragem para cortar excessos’

Fala do presidente da Assembleia Legislativa acontece em meio a incertezas sobre o encerramento do atual mandato da gestão estadual
Redação
04/02/2026 | 13:04

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, Ezequiel Ferreira (PSDB), fez um discurso em defesa da responsabilidade na gestão pública durante a abertura dos trabalhos legislativos nesta terça-feira 3, no Palácio José Augusto. Ao fazer um balanço de sua administração à frente da Assembleia, o parlamentar lembrou ações adotadas e defendeu o que chamou de “medidas impopulares” – segundo ele, as ações foram necessárias para organizar a Casa.

“Tomamos decisões difíceis, é verdade. Muitas vezes impopulares. Mas absolutamente necessárias. Governar é também ter coragem para cortar excessos e preservar aquilo que é essencial ao funcionamento e ao bom funcionamento da instituição”, declarou o deputado estadual.

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Presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, Ezequiel Ferreira (PSDB) - Foto: ALRN / Reprodução

Ezequiel afirmou que, quando assumiu a Assembleia Legislativa, em 2015, tinha um “desafio claro”. “Reorganizar a casa, modernizar processos, recuperar a confiança da sociedade e projetar o parlamento potiguar para o século XXI. Era preciso coragem para mudar, firmeza para decidir e responsabilidade para conduzir”, destacou.

O presidente da Assembleia destacou uma reforma administrativa realizada na Casa. “Começamos pelo essencial. A reforma administrativa iniciada em 2016 representou um verdadeiro divisor de águas. Redesenhamos estruturas, reduzimos mais de 1.200 cargos e funções, renegociamos contratos e implantamos uma nova lógica de gestão pública na Assembleia Legislativa”, enfatizou.

“O resultado foi a economia anual significativa, além da redução significativa também das despesas de custeio”, resumiu.

Ezequiel pode assumir governo provisoriamente

A fala de Ezequiel Ferreira acontece em meio a incertezas sobre o encerramento do atual mandato da gestão estadual. A governadora Fátima Bezerra (PT) e o vice-governador Walter Alves (MDB) já anunciaram publicamente que pretendem renunciar até 4 de abril para disputarem as eleições de outubro – Fátima como candidata ao Senado e Walter como candidato a deputado estadual.

Com isso, o Estado deverá ter uma eleição indireta para a escolha de um governador e um vice-governador para encerrarem o mandato até 5 de janeiro de 2027. No intervalo entre as renúncias e a posse dos sucessores, o governo é assumido pelo presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, ou pelo presidente do Tribunal de Justiça, o desembargador Ibanez Monteiro.

Em conversa com jornalistas nesta terça-feira, Ezequiel não descartou assumir o governo temporariamente no intervalo entre as renúncias e a eleição dos sucessores. O procurador-geral da Assembleia, Renato Guerra, têm argumentado que a posse de Ezequiel Ferreira como governador após 4 de abril, mesmo que temporária, pode deixá-lo inelegível para outro cargo que não seja a eleição para o Governo do Estado.

Abertura dos trabalhos

O discurso de Ezequiel Ferreira aconteceu durante a abertura dos trabalhos da Assembleia para o ano de 2026 — o último da atual legislatura. Compareceram à cerimônia 19 dos 24 deputados estaduais e representantes de outros Poderes.

Entre as autoridades presentes, estiveram na solenidade: o desembargador Ibanez Monteiro, presidente do Tribunal de Justiça (TJRN); o procurador-geral de Justiça, Glaucio Pinto Garcia, chefe do Ministério Público (MPRN); e o conselheiro Carlos Thompson Costa Fernandes, presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN).

A governadora Fátima Bezerra (PT) não compareceu à cerimônia e foi representada pelo secretário de Fazenda, Cadu Xavier. O prefeito de Natal, Paulinho Freire (União), também não estava presente e foi representado pelo secretário de Governo, José Serafim da Costa Neto.

A tradicional leitura da mensagem anual da governadora Fátima Bezerra também estava prevista para esta terça-feira 3, na abertura dos trabalhos, mas ela alegou conflito de agenda e pediu para ir à Assembleia na próxima terça-feira 10, o que foi atendido pelo presidente Ezequiel Ferreira.