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Nacional

Empresários são presos por financiar plano do PCC para matar promotor

De acordo com as investigações, os suspeitos, ligados aos setores de comércio de veículos e transporte, teriam fornecido recursos
Agora RN
29/08/2025 | 12:21

Três homens foram presos na manhã desta sexta-feira 29 em Campinas, interior de São Paulo, suspeitos de financiar um plano do Primeiro Comando da Capital (PCC) para assassinar o promotor Amauri Silveira Filho, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO).

As prisões ocorreram durante a Operação Pronta Resposta, realizada pelo GAECO em parceria com o 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP). Entre os detidos estão os empresários José Ricardo Ramos e Maurício Silveira Zambaldi, conhecido como “Dragão”. Um terceiro homem foi preso em flagrante ao tentar se desfazer de um celular durante as diligências.

empresários presos são José Ricardo Ramos e Maurício Silveira Zambaldi, que responde pelo vulgo "Dragão" • Reprodução
Empresários presos são José Ricardo Ramos e Maurício Silveira Zambaldi, que responde pelo vulgo "Dragão" - Foto: Reprodução

De acordo com as investigações, os suspeitos, ligados aos setores de comércio de veículos e transporte, teriam fornecido recursos para a compra de armamento, veículos e contratação de operadores responsáveis por executar a emboscada. O objetivo seria impedir o avanço das apurações contra o PCC em crimes como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

As autoridades apontam como mandante da execução Sérgio Luiz de Freitas Filho, o “Mijão”, considerado o número 1 do PCC em liberdade e integrante da ala conhecida como “Sintonia Final”. Ele é investigado como um dos principais operadores do tráfico internacional de drogas da facção e estaria foragido na Bolívia, de onde comandaria o envio de cocaína para o Brasil e Europa.

Além das prisões, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, resultando na apreensão de celulares e de uma pistola calibre .380, que poderia ser usada no crime. As investigações seguem para identificar outros envolvidos no esquema.