A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra empresários bolsonaristas acusados de defender, em um grupo de WhatsApp nomeado como “Empresários & Política” um golpe de Estado caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vença Jair Bolsonaro (PL) nas eleições gerais de outubro. Dentre os empresários pelo menos dois possuem negócios no Rio Grande do Norte: Luciano Hang, da Havan e Marco Aurélio Raimundo, da Mormaii.
A operação foi autorizada por Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O caso envolvendo os empresários teve início após as mensagens do grupo com os empresários e apoiadores do Chefe do executivo serem reveladas pelo colunista Guilherme Amado, conforme reportagem do Metrópoles.

O empresário Luciano Hagan chegou a ter seu indiciamento proposto na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 por incitação ao crime. Ele foi acusado de disseminar notícias falsas e defender o tratamento sem eficácia científica comprovada para no combate a covid-19. Luciano Hagan perdeu a mãe em no início deste ano em decorrência da doença, contudo, durante os trabalhos da CPI foi observado que a doença não constava no atestado de óbito da mãe.
Em junho passado, a instalação de uma réplica da Estátua da Liberdade norte-americana na fachada da loja, na entrada da cidade, às margens da BR-101, gerou intenso debate nas redes sociais quanto à legalidade da peça.
Em entrevista concedida à Folha de São Paulo, Hang confirmou fazer parte do grupo de whatsapp, porém negou intenções golpistas. De acordo com reportagem da revista Forbes, o empresário tem um patrimônio de R$ 14,3 bilhões. Ele foi flagrado no escândalo de sonegação fiscal conhecido como Pandora Papers, quando foi descoberto que Hang manteve, por quase 20 anos, empresa em paraíso fiscal no valor de US$ 112,6 milhões, o equivalente a R$ 416 milhões.
Já as peças da Mormaii, marca de roupas de surfe do empresário Marco Aurélio Raimundo, que também integra o grupo de empresários que defenderam o golpe, são encontradas no varejo tanto da capital potiguar, no comércio de rua e shoppings, quanto em cidades do municípios do interior do Rio Grande do Norte.
Além de Luciano Hang e Marco Aurélio Raimundo, também integram o grupo de whatsapp formado por empresários que cogitaram um golpe de Estado, o dono da rede de shopping Multiplan, José Isaac Peres; o proprietário da Construtora W3, Ivan Wrobel; o dono do Barra World Shopping, José Koury; do Grupo Serra, André Tissot; da Tecnisa, Meyer Nigri; e o proprietário do Grupo Coco Bambu, Afrânio Barreira.