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Emplacamentos de veículos registra queda de 7,6% no primeiro trimestre de 2022
Setor registrou crescimento de 46,8% nas vendas de motocicletas em relação ao mês fevereiro. Setor registra resultado positivo em março, mas no trimestre houve queda em comparação aos três primeiros meses de 2021
Redação
07/04/2022 | 08:09

No início de cada mês a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) divulga os emplacamentos de veículos no mês anterior em todo o Brasil. Em um período de incertezas, o mercado ainda registra marcas tímidas, mas tenta se apegar aos dados de crescimento. Impulsionados pelo segmento de duas rodas e pesados, houve crescimento 23,2% sobre fevereiro de 2022 e incremento de 1,4% sobre março de 2021. Já no acumulado do 1º trimestre, houve queda de 7,6% sobre o mesmo período do ano passado.

De acordo com José Maurício Andreta Jr., Presidente da Federação, o desempenho no do setor no trimestre é reflexo de um conjunto de fatores, nacionais e globais. “A variante Ômicron afetou a produção de diversos componentes industriais e a venda de veículos, no início do ano. Em seguida, houve o conflito entre Rússia e Ucrânia, que deixou muitos consumidores preocupados, especialmente, com os preços dos combustíveis”, afirma.

Segundo estudo realizado pela assessoria econômica da Fenabrave, o preço do petróleo subiu 34,8% no mercado internacional, enquanto o Real valorizou 16%. Isso implica em um aumento de 13% no valor repassado às distribuidoras. A variação percentual da gasolina, no ano, foi de 24,7%, no preço da Petrobras para as distribuidoras. “Esta elevação impacta na decisão de compra dos consumidores de veículos e reflete no desempenho do nosso Setor”, esclarece Andreta Jr.

INCENTIVO. No entanto o setor tenta se apoiar em medidas de incentivo recentes, como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e a criação do Renovar – Programa de Aumento da Produtividade da Frota Rodoviária no País, estabelecido pela Medida Provisória 1.112, de 31 de março de 2022. 

“A desoneração do IPI era necessária e foi muito bem-vinda ao Setor. Já o Renovar é um programa que levará mais segurança às vias brasileiras, pois tem como meta tirar de circulação veículos em fim de vida útil, ou seja, aqueles com mais de 30 anos que, hoje, representam 26% da frota total de caminhões no Brasil”, explica Andreta Jr.

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