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Eliminação

Eliminação expõe falhas do Flamengo

Eliminação na Copa do Brasil expõe fragilidades e amplia pressão sobre o Flamengo
Por O Correio de Hoje
15/05/2026 | 12:20

A eliminação do Flamengo na Copa do Brasil, após derrota para o Vitória em Salvador, acendeu um sinal de alerta no clube carioca e expôs problemas que vinham sendo encobertos pela sequência de resultados positivos. A queda no Barradão encerrou uma série de dez jogos sem derrota e ampliou a pressão sobre elenco, comissão técnica e diretoria.

O revés premiou uma equipe que demonstrou maior intensidade e eficiência ao longo da partida. Do lado rubro-negro, a dificuldade de transformar posse de bola e volume ofensivo em gols voltou a aparecer como principal deficiência. O Flamengo criou oportunidades, finalizou em quantidade, mas novamente mostrou pouca efetividade no ataque — um problema que se tornou recorrente ao longo da temporada.

Fla fora
Queda para o Vitória na Copa do Brasil amplia pressão sobre elenco e técnico Foto: gilvan de souza / flamengo

A baixa produtividade dos jogadores de lado de campo também voltou ao centro das críticas. Ainda durante a passagem de Filipe Luís, havia debate interno sobre a utilização de atletas mais comprometidos taticamente, mesmo sem grande produção ofensiva. Atualmente, o setor ofensivo carece de criatividade e objetividade, e jogadores como Luiz Araújo tiveram atuação abaixo do esperado.

No sistema defensivo, os erros também pesaram diretamente no resultado. Os dois gols sofridos pelo Flamengo ocorreram em jogadas consideradas previsíveis: um chute de fora da área e um lance de bola parada com falha do goleiro Agustín Rossi. A vulnerabilidade defensiva em escanteios e cruzamentos já vinha sendo apontada como ponto de atenção pela comissão técnica.

As decisões do técnico Leonardo Jardim também passaram a ser questionadas. O treinador demorou a promover alterações e terminou a partida com uma formação considerada desequilibrada, acumulando atacantes no setor ofensivo e improvisando o volante Jorginho na defesa. A ausência de meias de articulação agravou a desorganização da equipe nos minutos finais.

Internamente, a eliminação também reacendeu debates sobre a montagem do elenco. A diretoria é pressionada pela ausência de um reserva imediato para Pedro no comando de ataque, o que obriga o uso improvisado de Bruno Henrique como centroavante. A carência de pontas mais decisivos também volta a ser tratada como prioridade para a próxima janela de transferências.

Apesar da queda, a avaliação no clube é de que o cenário ainda não representa ruptura no projeto esportivo. O Flamengo segue vivo nas demais competições da temporada, mas a derrota obriga a equipe a revisar prioridades, corrigir desequilíbrios e responder rapidamente em campo para conter o aumento da pressão interna e externa sobre o trabalho desenvolvido até aqui.